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terça-feira, 1 de maio de 2012

Não há justiça sem perdão, lembra Bento XVI

Por Felipe Viana


Nesta segunda-feira, 30, o Papa Bento XVI enviou uma mensagem aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, que participam de um encontro no Vaticano. Na mensagem ele recordou as palavras de João Paulo II: “Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão”.

Neste sentido, “o conceito de perdão precisa encontrar seu caminho nas negociações internacionais para a resolução de conflitos, a fim de transformar esta linguagem estéril de recriminação mútua que não conduz a lugar algum”, enfatiza por sua vez Bento XVI.

O Pontífice recorda que os recentes sínodos sobre a Igreja na África e no Oriente Médio colocaram em evidência que “erros e injustiças históricas podem ser superados somente se os homens e mulheres forem inspirados por uma mensagem de cura e esperança, uma mensagem que oferece um caminho de saída aos impasses que frequentemente bloqueiam as pessoas e as nações num círculo vicioso de violência”.

Bento XVI lembrou também que a encíclica de João XXIII,
Pacem in Terris, escrita numa época em que o mundo temia seu fim diante de uma guerra nuclear, tem muito a nos dizer hoje. A mensagem foi um apelo para a inteligência e o coração da humanidade, que não se esquece de lutar pelo valor universal da paz.

Assim – afirma Bento XVI – a Pacem in Terris se torna uma carta aberta ao mundo, um apelo de um grande pastor que já estava no fim de sua vida, para que a causa da paz e da justiça fosse vigorosamente promovida em todos os níveis da sociedade, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Todavia, a mensagem daquelas páginas escritas há 50 anos tem muito a dizer ao mundo de hoje.

"Desde 1963, alguns dos conflitos pareciam insolúveis, naquele contexto histórica. Comprometemo-nos, então, a lutar pela paz e pela justiça no mundo de hoje, confiantes de que nossa busca comum da ordem estabelecida por Deus, de um mundo onde a dignidade de cada pessoa humana é concedido pelo respeito que é devido, pode e poderá dar frutos", conclui o Papa.

A 18ª Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais começou na sexta-feira, 27, e segue até esta terça-feira, 1° de maio.


Fonte: Rádio Vaticano com Redação

domingo, 29 de abril de 2012

Recitação do Regina Coeli do Papa Bento XVI

Por Felipe Viana



Queridos irmãos e irmãs!Foi concluída há pouco, na Basílica de São Pedro, a Celebração Eucarística na qual ordenei nove presbíteros da Diocese de Roma. Demos graças a Deus por este dom, sinal de Seu amor fiel e providencial para a Igreja! Reunamo-nos espiritualmente em torno desses novos sacerdotes e oremos para que acolham plenamente a graça deste Sacramento a ser cumprido conforme Jesus Cristo Sacerdote e Pastor.

E oremos para que todos os jovens sejam atentos à voz de Deus que interiormente fala em seus corações e os chamam a desligar-se de tudo e servir Ele. Para este efeito, é dedicada a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações. De fato, o Senhor chama sempre, mas tantas vezes nós não escutamos. Estamos distraídos com tantas coisas, às vezes vozes mais superficiais; e depois temos medo de escutar a voz do Senhor, porque pensamos que pode tirar nossa liberdade.

Em realidade, cada um de nós é fruto do amor: certamente, o amor dos pais, mas, mais profundamente, o amor de Deus. Diz a Bíblia: mesmo que tua mãe não te quisesse, eu te quero, porque te conheço e te amo (cfr Is 49,15). No momento em que me dou conta disso, a minha vida muda: torna-se uma resposta a esse amor, maior que qualquer outro, e assim se realiza plenamente minha liberdade.

Os jovens que hoje consagrei sacerdotes não são diferentes dos outros jovens, mas foram tocados profundamente pela beleza do amor de Deus, e não puderam fazer outra coisa se não responder com toda vida. Como encontraram o amor de Deus? Encontraram-no em Jesus Cristo: no Seu Evangelho, na Eucaristia e na comunhão da Igreja.

Na Igreja descobrimos que a vida de cada homem é uma história de amor. Vemos isso claramente na Sagrada Escritura e nos confirmam os testemunhos dos santos. Exemplar é a
expressão de Santo Agostinho, que na sua Confissão se volta a Deus e diz: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora! Estavas comigo, mas eu não estava contigo... Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez” (X, 27.38).

Queridos amigos, oremos pela Igreja, por cada comunidade local, para que seja como um jardim irrigado no qual possam germinar e amadurecer todas as sementes de vocação que Deus espalha em abundância. Oremos para que em todo lado seja cultivado este jardim, na alegria de sentirem-se todos chamados, na variedade dos dons.

Em particular, as famílias são o primeiro ambiente no qual se “respira” o amor de Deus, que dá a força interior também em meio às dificuldades e as provações da vida. Quem vive em família a experiência do amor de Deus, recebe um dom inestimável, que dá fruto em seu tempo. Vemos tudo isso na Beata Virgem Maria, modelo de acolhimento livre e obediente ao chamado divino, Mãe de cada vocação da Igreja.


Fonte: Boletim diário da Santa Sé

Para o sacerdote a celebração da Missa é uma missão

Por Felipe Viana

 Bento XVI aos 9 sacerdotes ordenados este Domingo na Basílica de S. Pedro


HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Basílica de São Pedro
IV Domingo de Páscoa, 29 de abril de 2012



 Venerados irmãos,

Queridos ordenados,

Queridos irmãos e irmãs!
A tradição romana de celebrar as Ordenações sacerdotais neste 4º Domingo de Páscoa, o domingo “do Bom Pastor”, contém uma grande riqueza de significado, ligada à convergência entre a Palavra de Deus, o Rito Litúrgico e o Tempo pascal no qual se coloca. Em particular, a figura do pastor, assim relevante na Sagrada Escritura e naturalmente muito importante para a definição do sacerdote, adquire sua plena verdade e clareza sobre o vulto de Cristo, na luz do Mistério de sua morte e ressurreição. Desta riqueza também vocês, queridos ordenados, podem sempre recorrer, todos os dias de suas vidas, e assim o sacerdócio de vocês será continuamente renovado.

Este ano, o lema evangélico é aquele central do capítulo 10 de João e inicia justamente com a afirmação de Jesus: “Eu sou o bom pastor”, na qual aparece logo a primeira característica fundamental: “O bom pastor dá a própria vida pelas ovelhas” (Jo 10,11). Vejam: aqui nós somos imediatamente conduzidos ao centro, ao clímax da revelação de Deus como pastor de seu povo. Este centro e clímax é Jesus, precisamente Jesus que morre sobre a cruz e deixa o sepulcro no terceiro dia, ressurge com toda sua humanidade e, deste modo, nos envolve, cada homem, na sua passagem da morte para a vida. Este evento – a Páscoa de Cristo – no qual se realiza plenamente e definitivamente a obra pastoral de Deus é um evento sacrifical: Assim, o Bom Pastor e Sumo Sacerdote coincidem na pessoa de Jesus que deu sua vida por nós.

Mas observemos brevemente também as primeiras duas Leituras e o Salmo Responsorial (Sal 118). A passagem dos Atos dos Apóstolos (4,8-12) nos apresenta o testemunho de São Pedro diante dos chefes dos povos e dos anciãos de Jerusalém, depois da cura prodigiosa do coxo. Pedro afirma com grande franqueza que “Jesus é a pedra, que foi rejeitada por vós, construtores, e que se tornou a pedra angular”; e acrescenta: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devemos ser salvos” (vv. 11-12).

O Apóstolo interpreta depois sob a luz do mistério pascal de Cristo o Salmo 118, no qual o orador dá graças a Deus que responde ao seu grito de socorro e o resgata. Este Salmo diz: “A pedra que os construtores rejeitaram se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor: uma maravilha aos nossos olhos” (Sal 118,22-23).

Jesus viveu justamente esta experiência: de ser descartado pelos chefes de seu povo e reabilitado por Deus, colocado como fundamento de um novo tempo, de um novo povo que dará graças ao Senhor com tantos frutos de justiça (cfr Mt 21,42-43). Então, a primeira Leitura e o Salmo Responsorial, que é o próprio Salmo 118, remetem fortemente ao contexto pascal, e esta imagem da pedra rejeitada e restaurada leva nosso olhar sobre Jesus, que morreu e ressuscitou.

A segunda Leitura trata-se da Primeira Carta de João (3,1-2), ela nos fala, em vez, do fruto da Páscoa de Cristo: nós que nos tornamos filhos de Deus. Nas palavras de João se sente ainda toda a admiração por este dom: não somente somos chamados filhos de Deus, mas agora “somos realmente” (v. 1).

Em efeitos, a condição final de homem é fruto da obra santificadora de Jesus: com a encarnação, com sua morte e ressurreição e com o dom do Espírito Santo, Ele inseriu o homem dentro de uma relação nova com Deus, sua própria relação com o Pai. Por isso, Jesus ressuscitado diz: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17). É uma relação já plenamente real, mas que não é ainda plenamente manifestada: assim será no fim, quando – se Deus quiser – poderemos ver Seu vulto sem véus (cfr v. 2).

Queridos Ordenados, é lá que nos quer conduzir o Bom Pastor! É lá que o sacerdote é chamado a conduzir os fiéis a ele confiados: para a vida verdadeira, a vida “em abundância” (Jo 10,10). Voltemos ao Evangelho, e à Parábola do pastor. “O bom pastor dá a própria vida pelas ovelhas” (Jo 10,11). Jesus insiste sobre esta característica essencial do verdadeiro pastor que é Ele próprio: aquela de “dar a própria vida”. Repete isso três vezes, e por fim conclui dizendo: “O Pai me ama, porque dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de reassumi-la. Tal é a ordem que recebi de meu Pai” (Jo 10,17-18). Esta é claramente a característica que qualifica o pastor assim como Jesus a interpreta em primeira pessoa, segundo a vontade do Pai que o enviou. A figura bíblica do pastor, que compreende principalmente o dever de reger o povo de Deus, de mantê-lo unido e guiá-lo, toda essa função régia se realiza plenamente em Jesus Cristo na dimensão sacrificante, na oferta da vida.

Realiza-se, em uma palavra, o mistério da Cruz, isto é, no supremo ato de humildade e de amor sacrifical. O abate Teodoro de Studium diz: “Por meio da cruz, nós, ovelhas de Cristo, reunimo-nos num só rebanho e somos conduzidos para as moradas eternas” (Discurso sobre a adoração da cruz: PG 99, 699).

Nesta prospectiva, as formas de Rito de Ordenação dos Presbíteros são orientadas, como a que estamos celebrando. Por exemplo, entre as perguntas que estão relacionadas aos “empenhos dos eleitos”, a última, que tem um caráter culminante e no qual de modo sintético diz assim: “Vocês querem ser sempre mais estreitamente unidos a Cristo, Sumo Sacerdote, que como vítima pura se ofereceu ao Pai por nós, consagrando vocês mesmo a Deus, junto a Ele para a salvação de todos os homens?”

O sacerdote é, de fato, aquele que vem inserido de um modo singular no mistério de Sacrifício de Cristo, com uma união pessoal a Ele, para prolongar Sua missão santificadora. Esta união, que vem graças ao Sacramento da Ordenação, pede que se torne “sempre mais estreita” pela generosa correspondência do próprio sacerdote.

Por isso, queridos Ordenados, logo vocês responderão esse pergunta dizendo: “Sim, com a ajuda de Deus, eu quero”. Sucessivamente, nos Ritos explicativos, no momento de unção crismal, o celebrante diz: “O Senhor Jesus Cristo, que o Pai consagrou em Espírito Santo e poder, mantenha-o para a santificação de Seu povo e para a oferta do sacrifício”. E depois, na consagração do pão e do vinho: “Receba as ofertas do povo santo para o sacrifício eucarístico. Saibam que aquilo que fazem, imita aquilo que celebram, conforme sua vida no mistério da cruz de Cristo Senhor”.

Destaca-se fortemente que, para o sacerdote, celebrar cada dia a Santa Missa não significa desenvolver uma função ritual, mas compete uma missão que envolve inteiramente e profundamente a existência, em comunhão com Cristo ressuscitado que, em Sua Igreja, continua a atuar o Sacrifício redentor.

Esta dimensão eucarística-sacrificadora é inseparável daquela pastoral e também constitui o núcleo de verdade e de força salvadora, na qual depende a eficácia de cada atividade. Naturalmente, não falamos da eficácia somente sobre o plano psicológico ou social, mas da fecundidade vital da presença de Deus a nível humano profundo.

A própria pregação, as obras, os gestos de vários gêneros que a Igreja realiza com suas múltiplas iniciativas, perderiam sua fecundidade salvadora se não fosse celebrado o Sacrifício de Cristo. E isto é confiado aos sacerdotes ordenados. De fato, o presbítero é chamado a viver em si mesmo o que experimentou Jesus em primeira pessoa, isto é, dando-se plenamente à pregação e a cura do homem sobre todo mal do corpo e do espírito. E, depois, em fim, reassumir tudo no gesto supremo de “dar a vida” pelos homens, gesto que encontra sua expressão sacramental na Eucaristia, memorial perpétuo da Páscoa de Jesus.

É somente através desta “porta” de Sacrifício pascal que os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares podem entrar na vida eterna; é através desta “via santa” que podemos cumprir com êxodo o caminho para a “terra prometida” da verdadeira liberdade, aos “pastos verdejantes” da paz e da alegria sem fim
(cfr Jo 10,7.9; Sal 77,14.20-21; Sal 23,2).

Queridos Ordenados, que esta Palavra de Deus ilumine a vida de vocês. E quanto o peso da cruz se tornar pesado, saibam que esta é a hora mais preciosa, para vocês e para as pessoas a vocês confiadas: renovando com fé e com amor o vosso “sim, com a ajuda de Deus eu quero”, vocês cooperaram com Cristo, Sumo Sacerdote e Bom Pastor, no apascentamento de suas ovelhas – talvez a única coisa que lhes foi pedido, mas para o qual se faz grande festa no Céu! Que a Virgem Maria, Salus Populi Romani, vele sempre por cada um de vocês e por seus caminhos. Amém.


Fonte: Boletim diário da Santa Sé

sábado, 21 de abril de 2012

Programa do III ENCONTRO SUMMORUM PONTIFICUM- Brasil

Por Felipe Viana






III ENCONTRO
SUMMORUM PONTIFICUM

BRASIL

10 a 14 de setembro de 2012
Para Sacerdotes, Diáconos,
Religiosos e Leigos

Promoção
ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL
SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
ARQUIDIOCESE DE SALVADOR
PRIMAZ DO BRASIL


Centro de Treinamento de Líderes
Rua Alves Ribeiro, 325.
Lot. Pedra do Sal- Itapuã,
Salvador - Bahia
Telefone: 71 3374-9037 e 3374-7635
(Ponto de referência Hotel Catussaba)
Contato
Edelair (Sula) e José Luiz:
Tel: 21 2667 8309 (9h às 17h30 – Segunda a Sexta)
21 3103.0492 (18h30 às 22h)
Cel.: 21 9208 9323 (Claro) /21 88699698 (OI)

PROGRAMA
ENCONTRO DE FORMAÇÃO PERMANENTE PARA
SACERDOTES E DIÁCONOS
COETUS SACERDOTALIS SUMMORUM PONTIFICUM
 
SEGUNDA 10 DE SETEMBRO
15h - Chegada e credenciamento
18h - Santa Missa de abertura (Rezada)
18h30 - Jantar
19h30 - Palavras de Acolhida e Abertura do Encontro - Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)

TERÇA 11 DE SETEMBRO
7h - Santa Missa (Cantada)
8h - Café
8h30 - A Espiritualidade Sacerdotal a partir do Rito de Ordenação do Pontifical Romano de 1961-1962
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)
 
10h30 - A Vida Litúrgica do Sacerdote como antídoto à secularização
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica )
12h - Almoço
14h30 - Ensaio Litúrgico – O Ritual do Batismo e o Matrimônio na Forma Extraordinária do Rito Romano
Pe. Claudiomar Silva Souza (Pároco da Igreja Principal da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney e Professor de Liturgia no Seminário da Imaculada Conceição )
16h15 - O Ano da Fé, uma ocasião para descobrir os Conteúdos da Fé celebrados e comunicados nos Atos Litúrgicos (Porta Fidei, 9). Uma Reflexão Teológico-Pastoral sobre a relação entre Lex Orandi e Lex Credendi
Dom Gilson Andrade da Silva (Bispo Auxiliar de Salvador)
18hJantar

QUARTA 12 DE SETEMBRO

7h30 - Café
8h30 - Colóquio - Um balanço dos cinco anos de aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum - Frutos e Perspectivas para a Reforma de Bento XVI,
Mons. Nicola Bux (Teólogo e Liturgista, Professor de Liturgia Oriental e Teologia dos Sacramentos em Bari - Itália, Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, escreveu entre outros o livro A Reforma de Bento XVI: A Liturgia entre a Inovação e a Tradição)
12h - Almoço
14h - Passeio pelas igrejas de Salvador

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SUMMORUM PONTÍFICUM
PARA SACERDOTES, DIÁCONOS,
RELIGIOSOS E LEIGOS
 
17h - Santa Missa Solene – Mons. Nicola Bux
18h30 - Jantar

QUINTA 13 DE SETEMBRO
7h30 - Café
8h - 50 anos de aplicação da Constituição Sacrosanctum Concilium, o Motu Proprio Summorum Pontificum e a necessidade de uma instauratio contínua da Liturgia da Igreja Mons. Nicola Bux
10h15 - Dez anos da Administração Apostólica São João Maria Vianney - Um exemplo de boa convivência entre as duas formas do Rito Romano para toda a Igreja.
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney)
12h Almoço
14h30 - Mesa Redonda
Dom Fernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney).
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, CSSR (Bispo de Garanhuns e Membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica).
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)
18h - Santa Missa Pontifical em Ação de Graças pelos cinco anos do Motu Próprio Summorum Pontificum
Véspera da Exaltação da Santa Cruz
Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia

SEXTA 14 DE SETEMBRO
7h30 - Café
8H - A Santa Missa como Sacrifício - A dimensão mais contestada do Mistério Eucarístico
Dom Henrique Soares da Costa (Bispo Auxiliar de Aracaju)
10h15 - O Canto Gregoriano na Liturgia da Igreja - Do Motu Proprio Inter Sollicitudines ao Magistério Recente
Dom Gregório Paixão, OSB (Bispo Auxiliar de Salvador)
Palavra de Conclusão de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ (Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil)
12hAlmoço.

Obs: Para a participação de sacerdotes e diáconos no Encontro, requer-se a apresentação do Superior Eclesiástico no momento do credenciamento.
 
Fonte:

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Diante de suas limitações, Bento XVI diz confiar plenamente em Deus

Por Felipe Viana

Ao comemorar seu 78º aniversário, o Cardeal Joseph Ratzinger esperava uma aposentadoria tranquila, mas três dias depois, no dia 19 de abril de 2005, ele foi eleito o 264º sucessor de Pedro.
“A única coisa que pensei para explicar a mim mesmo foi: ‘Evidentemente, a vontade de Deus é outra, e para mim começa algo completamente diferente, uma coisa nova. Mas Ele está comigo”, conta o agora Papa Bento XVI, no livro-entrevista “Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos Tempos".
Na Praça de São Pedro, fiéis, peregrinos e a imprensa de todo mundo esperavam pelo anúncio e o primeiro pronunciamento no novo Papa. Bento XVI então pensou “O que poderia dizer?”. Desde o momento da eleição, ele só conseguia dizer “Senhor, o que está fazendo comigo? Agora a responsabilidade é Tua. Deves conduzir-me! Não sou capaz disso. Se me quiseste, agora deves também ajudar-me”.

De fato, ser o líder da maior Igreja cristã que reúne fiéis de diferentes etnias, povos e culturas dos quatro cantos da Terra é um grande dever. Os católicos no mundo são cerca de 1 bilhão e 196 milhões. De acordo com o Anuário de 2010, um aumento de fiéis em 1,3% (entre 2009 e 2010), e uma presença global que se mantém estável em torno de 17,5%.

O poder do Papa
Ao completar sete anos de Pontificado, Bento XVI afirma que esses números mostram quão ampla é a comunidade católica, mas o poder do Papa, no entanto, não está nesses dados. Por que não? Ele explica que a comunhão com o Papa é de outro gênero, como também é a pertença à Igreja. Como dizia Santo Agostinho, muitos que parecem estar dento, estão fora; e muitos que parecem estar fora, estão dentro. “Em uma questão como a fé e a pertença à Igreja, o dentro e o fora estão entretecidos misteriosamente”, reforça o Pontífice.

O ex-líder da União Soviética, Josef Stalin, disse que o Papa não tem divisões militares e não pode intimidar ou impor nada, não possui sequer uma grande empresa, por assim dizer, na qual todos seus fiéis seriam seus dependentes ou subalternos. Nesse sentido o Papa seria uma pessoa absolutamente impotente. Por outro lado, Bento XVI esclarece que ele tem uma grande responsabilidade, pois é, em certo sentido, o chefe, o representante, e tem o dever de fazer com que a fé que mantém unidas as pessoas tenha credibilidade, permaneça viva e continue íntegra em sua identidade.

Os Papas nunca erram?
O Papa, como qualquer outro sacerdote fala e age sobre o comando de Jesus Cristo e por Ele. O Filho de Deus confiou Sua Palavra à Igreja, mas todo sacerdote pode ter suas insuficiências e fragilidades. “O que conta é que eu não exponho as minhas ideias, mas procuro pensar e viver a fé da Igreja, agir sob Seu comando de modo obediente”, destaca o Santo Padre.


Bento XVI, no sétimo aniversário da sua eleição

Por Felipe Viana

 "Rezai por mim para que possa perseverar no meu serviço a Cristo e à Igreja"


 Na audiência geral na Praça de S. Pedro, Bento XVI agradeceu os votos de felicitações que os fiéis do mundo inteiro lhe formularam, pelo sétimo aniversario da sua eleição e pelo seu aniversario natalício .“Peço que me sustenteis sempre com as vossas orações, para que com a ajuda do Espírito Santo, possa perseverar no meu serviço a Cristo e á Igreja.
Nesta audiência geral, o Papa retomou as suas catequeses sobre a oração, falando da comunidade primitiva como comunidade orante, animada pelo Espírito de Jesus ressuscitado. Uma atmosfera orante - observou - acompanha os primeiros passos da Igreja. Pentecostes não è um episodio isolado, pois a presença e a acção do Espírito Santo guiam e animam constantemente o caminho da comunidade cristã


Hoje Bento XVI deteve-se sobre aquele que foi definido o pequeno Pentecostes que se verificou no momento culminante de uma fase difícil da vida da Igreja nascente.
Estas as suas palavras em português RealAudioMP3

Queridos irmãos e irmãs,

O capítulo quarto dos Actos dos Apóstolos mostra a Igreja nascente em oração unânime e concorde, depois de ouvir da boca de Pedro e de João as ameaças feitas pelo Sinédrio. Nas perseguições sofridas por causa de Jesus, a comunidade não se assusta nem se divide, mas permanece profundamente unida na oração. Não é só a oração de Pedro e de João, cujas vidas estiveram em perigo, mas de toda a comunidade, porque aquilo que os dois passaram não diz respeito só a eles, mas a toda a Igreja. E que pede a Deus a comunidade? Não pede o fim das provações nem o castigo dos perseguidores, mas a graça de poder anunciar a Palavra de Deus com toda a confiança. No fim da oração, o Espírito Santo, que entretanto lhes falara através da Sagrada Escritura, irrompe na casa e enche o coração de todos aqueles que invocaram o Senhor. Este é o fruto da oração unânime que a comunidade eleva a Deus: a efusão do Espírito Santo, dom do Ressuscitado que sustenta e guia o anúncio livre e corajoso da Boa Nova até aos confins do mundo.
* * *
Aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente aos grupos vindos de Minas Gerais, as minhas boas-vindas a todos vós, com votos de que esta peregrinação a Roma seja ocasião para uma maior consciência e escuta do Espírito Santo, que vos fará fortes na fé e corajosos

Anteriormente , durante a apresentação dos grupos de língua portuguesa, Mons. Ferreira da Costa apresentara as felicitações a Bento XVI pela sua eleição          RealAudioMP3

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 16 de abril de 2012

85° Aniversário natalício de Bento XVI!

Por Felipe Viana




 Ad multos annos, Sancte Pater!

A determinação de um homem simples que se tornou Papa

Por Felipe Viana



O Papa Bento XVI completa 85 anos, nesta segunda-feira, 16, dos quais sete são dedicados à cátedra de Pedro até o presente momento.

O alemão tímido que da sacada principal da Basílica de São Pedro se dirigiu ao mundo em seu primeiro pronunciamento como Papa, com a surpreendente expressão: “Sou um humilde servo na vinha do Senhor”, já conquistou o mundo através de seus discursos dotados de precisão, profundidade e espiritualidade. De fato, uma marca deste pontificado é a ‘simplificação da teologia’, ao passo que cada cristão é capaz de compreender verdades profundas através de palavras simples.

“Da coerência e da constância de seus ensinamentos, aprendemos sobretudo que a prioridade de seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar nossas vidas a Deus”, disse o porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi.

O Papa, as pessoas e algumas curiosidades

Todas as manhãs, logo cedo, Bento XVI inicia suas atividades com a celebração da Santa Missa. Entre os muros do Palácio Apostólico, um Papa que faz suas orações cotidianas sem se esquecer, todavia, das intenções dos fiéis que lhe enviam pedidos de oração. De acordo com um de seus secretários particulares, a sensibilidade do Pontífice diante do sofrimento humano é tamanha, que todas as intenções de oração a ele confiadas pelos fiéis são depositadas no genuflexório onde ele reza todas as manhãs. Ainda como forma de atenção às pessoas, ele repassa, a cada terça-feira, com um gravador na mão, um dia antes da catequese, todas as saudações em várias línguas, as quais ele profere na Praça de São Pedro no dia seguinte. Um Papa que gosta de gatos, de música e que se considera um ‘mendigo diante de Deus’, quando reza: esta é a personalidade de Bento XVI caracterizada pela simplicidade, coerência, gentileza e determinação.

“Desde o início meu irmão sempre foi para mim não somente um companheiro, mas também uma direção confiável. Foi para mim um ponto de orientação e referência com a clareza e a determinação nas suas decisões. Ele me mostrou o caminho a seguir, mesmo em situações difíceis”, disse monsenhor Georg Ratzinger, irmão do Papa, em entrevista ao jornal italiano Il Giornale.

O Papa e os desafios do Pontificado

Bento XVI, cujo nome de batismo é Joseph Ratzinger, jamais imaginou que chegaria à Sé de Pedro. No livro-entrevista “Luz do Mundo”, no qual ele responde a várias perguntas do jornalista alemão Peter Seewald, ele confessa que teve medo após o término do Conclave e não se sentia capaz de assumir a função de Sucessor de Pedro. Mesmo diante da insegurança inicial, Bento XVI trouxe a força de sua personalidade para o Pontificado: com determinação, assumiu como meta combater o relativismo e levar os católicos às bases da fé.

“Com Bento XVI aprendemos que a fé e a razão se ajudam mutuamente na busca da verdade e respondem às expectativas e dúvidas de cada um de nós e de toda a humanidade; que a indiferença a Deus e o relativismo são riscos gravíssimos de nossos tempos”, afirmou Padre Lombardi
.

O Papa na ótica do Brasil

Os cardeais brasileiros criados nos últimos três Consistórios convocados por ele (ao todo foram quatro) também se surpreendem com a personalidade do Santo Padre. Dom Odilo Pedro Sherer, cardeal arcebispo de São Paulo, expressa quem é a pessoa Bento XVI a partir de sua experiência pessoal.
"É um homem simples, muito educado, cordial, respeitoso, atento às pessoas, alguém preocupado com quem esta com ele à sua frente. Vejo o Papa como um homem simples, humilde, sábio, um homem de Deus", enfatizou.

Fonte: CN notícias


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