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terça-feira, 24 de maio de 2011

LIVROS DE BRONZE SERIAM A MAIOR DESCOBERTA DE TODOS OS TEMPOS E FALAM DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Por Felipe Viana 

     
Aspecto de um dos livros em análise


Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do catolicismo.
Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.

Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.
A cova fica a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.
Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região. 

A gruta onde teriam sido encontrados

No local teriam se refugiado os primeiros cristãos de Jerusalém no ano 70 d.C. durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito que afogaram no sangue uma revolução de judeus que queriam a independência.
Cumprira-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém deicida e à dispersão do povo judaico.

Segundo o “Daily Mail” os acadêmicos que estão convencidos da autenticidade dos livros julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.

Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão. 

David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.
“É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontramos estes objetos deixados pelos primeiros santos da Igreja”, disse ele.

São Simeão, bispo de Jerusalém
Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás ‒ irmão de São José ‒ e de uma irmã de Nossa Senhora. Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David. 

Ele recebeu o Espírito Santo em Pentecostes. Quando o apóstolo Santiago o menor ‒ primeiro bispo de Jerusalém ‒ foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga rompida com seu passado, os Apóstolos que ficaram escolheram Simeão como sucessor.

Os primeiros católicos ‒ naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos ‒ lembravam com fidelidade o anúncio de Nosso Senhor que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data. 

O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na atual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja.

Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O fato favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos. 

Os livros geraram muita disputa

Começou a se reconstituir assim uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas.

Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e seus sucessores pagãos Vespasiano e Domiciano mandaram matar a todos os descendentes de David.

São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. Cfr. ACI Digital.


Emociona pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho de sua fé inscrito em livros tão trabalhados. O fato aponta também para a unicidade da Igreja Católica.

Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras. 

“Assim que eu vi fiquei estupefato”, disse. “O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã. Há uma cruz na frente e, detrás dela há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer uma pequena construção com uma abertura, e mais no fundo ainda os muros de uma cidade”.

“Em outras páginas destes livros também há representações de muralhas que quase certamente reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade”, acrescentou.



Após “largarem tudo” esperando Fim do mundo, fiéis cobram explicações ao pastor Harold Camping.

Por Felipe Viana


Seguidores esperam explicação pela previsão falha do Fim do Mundo de 21 de Maio de Harold Camping.
Chegou o dia 21 de Maio e também se foi o fim do mundonão aconteceu. Agora muitos estão desejando que Harold deve dar uma explicação.
De fato, o pregador está buscando discrição saindo do foco de sua previsão falha. A website da Family Radio não está sendo atualizada, e ainda proclama o dia do Julgamento Final em 21 de Maio, de acordo com o jornal americano Daily News.
Camping espalhou anúncios por diversas partes do mundo levando até outras pessoas largarem seus empregos e casas para alertar aspessoas sobre a sua previsão do arrebatamento.
Depcionado, um trabalhador da MTA disse, “Eu não entendo,” depois que constatou que o arrebatamento não aconteceu. “Eu não entendo por que nada aconteceu,” disse Robert Fitzpatrick, de 60 anos de idade.
Outros também ficaram apenas na esperança dizendo queo céu seria um lugar melhor para se viver.
“Eu estava esperando por isso porque eu acho que o céu seria um lugar melhor do que essa terra,” disse Keith Bauer que dirigiu desde Maryland para Califórnia para esperar pelo arrebatamento na sede da Family Radio.
Tantos os adeptos quanto os críticos esperam que Camping explique sobre sua errônea previsão, como ele fez em 1994.
“Eu espero realmente que ele tenha uma explicação,” disse Steve Wohlberg, um ministro de Idaho que na semana passada contestou abertamente a previsão de Camping de 21 de maio.
Com relação a se estudar a Bíblia tentando encontrar uma fórmula para se calcular a data do arrebatamento, um professor do Seminário Fuller Clay Schmit disse, “Há certas coisas sobre a fé que estão realmente escondidas por trás do véu,” disse professor de pregação da Fuller.
Desta maneira, aqueles que usam a Bíblia para formular teorias, equações que não são claramente encontrados no texto, estão indo além dos propósitos das escrituras.
Fonte: The Christian Post
***
Esperamos que os evangélicos entendam que também em outras coisas suas interpretações vão além dos propósitos das escrituras. Usam a Bíblia como um “Manual”, com interpretações fundamentalistas e de cunho pessoal.
A questão é de princípio.Mesmo sabendo que esse caso do” fim do mundo” não possa se aplicar a todos os evangélicos, o principio protestante é esse: cada um interpreta a bíblia segundo sua cabeça e segundo a “inspiração” do Espírito Santo.
De onde se conclui que existirão “outros fins de mundo..”
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Depois da ‘Bem-aventura Dulce dos pobres’ veja a “fila” dos novos beatos brasileiros.

Por Felipe Viana






 Após a beatificação de Irmã Dulce, na noite deste domingo (22), em Salvador, outros três beatos nascidos no Brasil estão na fila para se tornar santos. Um quarto beato que viveu no país, mas que nasceu na Espanha, também está na lista do Vaticano e o processo de canonização está diretamente relacionado ao de um brasileiro nato. Os dois foram assassinados por causa de suas crenças religiosas no dia 21 de maio de 1924, em Frederico Westphalen (RS).
 
Padre e coroinha assassinados
Em outubro de 2007 foi realizada a missa de beatificação do padre espanhol Emanuele Gómez González, que viveu em Frederico Westphalen (RS). Ele visitava as comunidades do Alto Uruguai acompanhado do coroinha brasileiro Adílio Daronch. Há indícios de que as mortes de Adílio e do padre Emanuele podem estar relacionadas a problemas fundiários.
Eles davam sepultura digna a pessoas mortas por questões de terra e jogadas em uma cachoeira. Os dois foram assassinados em uma emboscada entre as cidades de Três Passos (RS) e Nonoai (RS), por soldados provisórios durante a Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul. Ambos viajavam a cavalo. Eles foram encontrados amarrados em duas árvores.
A repercussão das mortes fez com que o local da emboscada se tornasse um ponto de romaria, onde os fiéis fazem seus pedidos até os dias atuais. Os restos mortais dos dois religiosos estão no Mausoléu ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz, em Nonoai.
‘Bem-aventura Dulce dos pobres’
Irmã Dulce foi beatificada por volta das 18h deste domingo, em Salvador. Conhecida como ‘Mãe dos pobres’ e ‘Anjo Bom da Bahia’, a religiosa foi colocada na lista de beatos e santos pelo Papa Bento XVI, após leitura de carta apostólica feita por Dom Geraldo Majella Agnelo. A partir desta data, ela será chamada ‘Bem-aventura Dulce dos pobres’.
As Obras Sociais Irmã Dulce divulgaram, na sexta-feira (13), na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador, a identidade de Cláudia Cristiane Santos de Araújo, 42 anos. Moradora de Malhador (SE), é casada com Francisco Assis de Araújo e a ela é atribuido o primeiro milagre de Irmã Dulce, ocorrido em 2001.
Abertura do processo de beatificação começou em 17 de janeiro de 2000. No ano seguinte foi anunciado o milagre e, em 2002, o processo foi levado para análise do Vaticano.
O primeiro santo nascido no Brasil é o Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, que nasceu em Guaratinguetá, em 1739. Ele permaneceu até 13 anos de idade na cidade, depois foi estudar na Bahia. O frei foi ordenado sacerdote em 1762 e completou os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo. Viveu 60 anos na capital até morrer em 23 de dezembro de 1822. A canonização dele ocorreu após o reconhecimento de dois milagres pelo Vaticano, em 2006.
Tentativa de estupro
A primeira na fila da canonização é Albertina Berbenbrock, de Santa Catarina. A missa de beatificação dela aconteceu em outubro de 2007. Ela é conhecida como a Maria Goretti (santa italiana que, em 1902, teve morte semelhante à de Albertina) brasileira.
Albertina Nasceu em 11 de abril de 1919, no município de Imaruí (SC) e foi assassinada no dia 15 de junho de 1931, aos 12 anos de idade, depois de uma tentativa de estupro. Ela foi enterrada dentro da Igreja São Luiz, construída no local crime. A ela foram atribuídos milagres após sua morte violenta, que teriam sido obtidos por invocação do nome dela junto a seu túmulo, o que motiva peregrinações até os dias atuais.
Irmã morta em abrigo
Em Salvador, no dia 25 de novembro de 2007 foi realizada a missa de beatificação da irmã Lindalva Justo de Oliveira. Ela nasceu no município de Açu (RN), em 1953. A religiosa coordenou o Abrigo Dom Pedro II, na capital baiana, onde cuidava de 40 idosos do pavilhão masculino.
Lindalva foi assassinada na Sexta-feira Santa de 1993, com 44 facadas, por Augusto da Silva Peixoto, um dos abrigados. Peixoto tinha 43 anos, mas foi acolhido no abrigo de idosos. Ele assediava irmã Lindalva e a matou depois de ter recusadas as suas vontades sexuais. Os restos mortais dela estão na capela do abrigo onde ocorreu o crime. Peixoto ainda cumpre pena pelo assassinato.
Um milagre para a canonização
Segundo o frei italiano Paolo Lombardi, postulador do Vaticano responsável pelo processo de beatificação, Albertina, Lindalva, Adílio e o padre espanhol Emanuele foram considerados mártires por terem morrido pela fé. Por essa razão não precisaram passar pela comprovação de um milagre para serem decretados beatos. “A espera do milagre é o caminho normal, mas o martírio dessas pessoas eliminou essa necessidade.”
Até a canonização, os candidatos passam por duas fases. A primeira é ser declarado servo de Deus, tornando-se venerável. A segunda é o processo de beatificação, tornando-se beato ou bem-aventurado. Por fim, é realizada a canonização, quando a pessoa é declarada santa. “Agora, para serem canonizados, será necessária a comprovação de um milagre depois de terem sido beatificados”, afirmou Lombardi.
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Existe diferença entre o “pecado” Católico e o “pecado” Protestante?

Por Felipe Viana

 

O caso DSK  Dominique Strauss Kahn diretor gerente do FMI revela um choque de culturas. O catolicismo e o protestantismo não têm a mesma maneira de gerir a culpa e o pecado. Questões de teologia e história…
 
Desde o pecado original, a humanidade “manca”, especialmente no registro da sexualidade. A Igreja católica aceita isso como uma realidade indiscutível que se trata de curar e acredita especialmente no poder dos sacramentos. Ela afirma ainda sua competência para “gerir” o melhor possível os erros e a culpabilidade, especialmente através do sacramento da Penitência, pelo qual o sacerdote pronuncia o perdão de Deus ao penitente dando-lhe a absolvição, após a confissão sincera dos pecados e a promessa de não mais repeti-los.

A Igreja católica acredita que a pessoa sempre pode se emendar com a graça de Deus que age na alma. Ela defende uma visão complexa do pecado e da questão da liberdade no que diz respeito à fraqueza humana. A fraqueza pode ser menor ou maior, dependendo da natureza dos indivíduos, a liberdade pode ser mais ou menos segura em função da história e da psicologia do indivíduo, nada é absoluto.

Isso desembocou na casuística, ou seja, na cultura da jurisprudência sobre a culpa. A Igreja pode se orgulhar de um certo refinamento no gênero.É assim que se chegou à distinção entre os pecados veniais e mortais, a fim de ter em conta a maior ou menor gravidade de um ato. Porque se pode fazer o mal sem que seja um pecado.

Por exemplo, eu atropelo de carro um pedestre que se jogou debaixo das rodas, acidentalmente. Se eu estivesse dirigindo em velocidade baixa, prestando atenção, não haveria pecado. Se eu estivesse bêbado, já seria outra coisa…
 
Esta visão inspirou a categoria jurídica, no direito penal, das circunstâncias agravantes ou atenuantes. O universo católico é marcado por uma gestão flexível e individual do pecado.
 
Há uma lei, mas a Igreja sempre viveu a adaptação a cada um segundo a lei da gradualidade (ver as recentes declarações do papa sobre os preservativos em seu livro  Luz do Mundo).
O “bom” padre é um leão no púlpito, mas um cordeiro no confessionário, como disse opapa Pio X… No segredo do confessionário, o padre se adapta e fixa uma penitência justa e suportável.

O ponto de vista calvinista defende que é preciso passar a religião pelo alvejante, purificá-la do seu lixo. Este é o significado do puritanismo (uma forma de calvinismo radical), que não tem, primeiramente, intenção sexual, mas que quer livrar a relação do homem com Deus de todos os pequenos arranjos mundanos, para dar apenas poder e glória a Deus.
 
A nobre ideia é que a Igreja não deve se imiscuir na gestão do pecado, que é reservada exclusivamente a Deus, a menos que se arrogue um poder indevido. Por isso, nega a confissão e tudo o que acontece com… porque se pensa que esta mediação da Igreja é ilegítima, que ela interfere indevidamente na relação entre o crente e seu Deus.

Os americanos se construíram sobre a visão “puritana”, no sentido histórico: Os Pilgrim Fathers deixaram a Inglaterra, onde o protestantismo, na sua opinião, se perdeu (simultaneamente por conluio com uma influência catolicizante no anglicanismo e também pela aliança entre o trono e o altar, razão pela qual a primeira emenda da Constituição norte-americana estabelece a laicidade das instituições).

Esta visão protestante se une, nos Estados Unidos, a uma abordagem anglo-saxã voluntariamente binária: tudo é preto e branco, não há nenhuma área cinzenta, como no catolicismo. Não se toma a pessoa na sua globalidade, como no catolicismo, mas ela é destrinchada em pedaços. Daí a força do fenômeno do “nascer de novo”: “Eu era um pecador, me converti e me tornei puro. Desde que estou ancorado em Deus, estou morto para o pecado.”

O catolicismo, ao contrário, postula que o caminho para a santidade é progressivo e consiste de etapas onde se cai e depois se levanta e onde se avança por etapas; sem que nunca possa se considerar totalmente puro. Não há nada semelhante na cultura protestante evangélica americana onde se supervaloriza a ruptura entre o antes e o depois da conversão, entre o pecado do passado e a pureza do presente. Mas a realidade é mais complexa… Permanecemos pecadores…

Isso incentiva, então, o fenômeno da clivagem entre uma vida privada pecaminosa e uma vida pública impecável. Os recentes acontecimentos nos Estados Unidos estão repletos de casos em que políticos que militam contra o homossexualismo são pegos em flagrante delito de relações gays. Pode-se citar também o caso do governador do Estado de Nova York que estava envolvido em uma rede de garotas de programa quando ele tinha como prioridade a luta contra a prostituição.
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