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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Discurso de Bento XVI aos participantes da 64º Assemblia Geral da Conferência Episcopal Italiana

Por Felipe Viana
( original em lingua Italiana, tradução Felipe Viana)



Venerados e queridos irmãos,
É um momento de graça este vosso encontro anual em Assembleia, no qual vivem uma profunda experiência de confronto, de partilha e de discernimento para o caminho comum, animado pelo Espírito do Senhor Ressuscitado; é um momento de graça que manifesta a natureza da Igreja.

Agradeço o Cardeal Angelo Bagnasco pelas cordiais palavras com as quais me acolheu, fazendo-se interprete dos vossos sentimentos: ao senhor, eminência, dirijo os melhores votos para um novo mandato como presidente da Conferência Episcopal Italiana

O afeto colegiato que vos anima nutre sempre mais a vossa colaboração a serviço da comunhão eclesial e do bem comum da nação italiana, na interlocução frutuosa com as suas instituições civis. Neste novo quinquênio, prossigam juntos com o renovação eclesial que nos foi confiado no Concílio Vaticano II; que o 50º aniversário de seu início, que celebraremos no outono [no hemisfério norte], seja motivo pra aprofundar os textos, condição para uma recepção dinâmica e fiel.

“O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”, afirmava o beato Papa João XXIII no discurso de abertura. E vale a pena meditar e ler estas palavras. O Papa empenhava os Padres a aprofundar e a apresentar tal perene doutrina em continuidade com a tradição milenar da Igreja: “transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgio”, mas de modo novo, “tendo em conta os desvios, as exigências e as possibilidades deste nosso tempo” (
Discurso da Solene Abertura do Concílio Vaticano II, 11 de outubro de 1962).

Com esta chave de leitura e de aplicação - certamente não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas uma hermenêutica da continuidade e da reforma –, escutar o Concílio e fazer nossas as competentes indicações, constitui a estrada para individualizar as modalidades com as quais a Igreja pode oferecer uma resposta significativa às grandes transformações sociais e culturais de nosso tempo, que têm consequências visíveis também sobre a dimensão religiosa.

A racionalidade científica e a cultura técnica, de fato, não somente tendem a uniformizar o mundo, mas às vezes vão além dos respectivos âmbitos específicos, na pretensão de traçar o perímetro das certezas da razão apenas com o critério empírico de suas realizações.

Assim, o poder da capacidade humana termina por considerar-se a medida da ação, livre de todas as normas morais. Justamente, em tal contexto, não deixam de reemergir, às vezes de maneira confusa, um singular e crescente questionamento sobre a espiritualidade e o sobrenatural, sinal de uma inquietude que habita no coração do homem que não se abre ao horizote crescente de Deus.

Esta situação de secularismo caracteriza, sobretudo, as sociedades de antiga tradição cristã e corrói aquele tecido cultural que, até um recente passado, era uma referência unificadora, capaz de abraçar toda a existência humana e marcar os momentos mais significativos, do nascimento à passagem pela vida eterna.

O patrimônio espiritual e moral no qual o Ocidente aprofunda suas raízes e que constitui sua força vital, hoje não mais é mais um valor profundo, a ponto que não está mais contido na instância da verdade. Também uma terra fecunda corre o risco de se tornar um deserto inóspito e a boa semente está sendo sufocada, pisoteada e perdida.

Isso se reflete na diminuição da prática religiosa, visível na participação à Liturgia Eucarística e, ainda mais, ao Sacramento da Penitência. Tantos batizados perderam a identidade e a afiliação, não conhecem os conteúdos essenciais da fé ou pensam ser capazes de cultivá-la sem a mediação eclesial.

E enquanto muitos olham com dúvida as verdades ensinadas pela Igreja, outros reduzem o Reino de Deus a alguns grandes valores, que têm certamente a ver com o Evangelho, mas que ainda não são o núcleo central da fé cristã. O Reino de Deus é dom que nos transcende. Como afirmava o beato João Paulo II, “o Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível” (
Carta Encíclica Redemptoris missio [7 de dezembro de 1990], 18).
Infelizmente, o próprio Deus foi excluído do horizonte de muitas pessoas
; e quando não encontramos indiferenças, fechamento ou recusa, o discurso sobre Deus ainda está relegado no âmbito subjetivo, reduzido a um fato íntimo e privado, marginalizado pela consciência pública. Passa por este abandono, por esta falta de abertura ao Transcendente, o coração da crise que atinge a Europa, que é uma crise espiritual e moral: o homem pretende ter uma identidade composta simplesmente de si mesmo.

Neste contexto, como podemos corresponder à responsabilidade que nos confiada pelo Senhor? Como podemos semear com confiança a Palavra de Deus, para que cada um possa encontrar a verdade sobre si mesmo, a própria autenticidade e esperança?

Estamos conscientes que não bastam novos métodos de anúncio evangélico ou de ação pastoral para fazer com que a proposta cristã possa encontrar maior colhimento e partilha. Na preparação do Vaticano II, a questão predominante e que a Sessão conciliar queria responder era: “Igreja, o que diz de si mesma?”.

Aprofundando tal questionamento, os Padres conciliadores foram, por assim dizer, reconduzidos ao coração da resposta: se tratava de partir novamente de Deus, celebrado, professado e testemunhado. Exteriormente por acaso, mas fundamentalmente não por acaso, de fato, a primeira Constituição aprovada foi aquela sobre a Sagrada Liturgia: o culto divino orienta o homem em direção à Cidade futura e para retornar a Deus, sua primazia, forma a Igreja, incessantemente convocada da Palavra, e mostra ao mundo a fecundidade do encontro com Deus.

A nossa volta, enquanto devemos cultivar um olhar grato pelo crescimento do bom grão também num terreno que se apresenta muitas vezes árido, sentimos que nossa situação requer um novo impulso, que aponta para aquilo que é essencial da fé e da vida cristã.

Num tempo no qual Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus simplesmente uma grande personagem do passado, não haverá um relançamento da ação missionária sem o renovamento da qualidade da nossa fé e da nossa oração; não sermos capazes de oferecer respostas adequadas sem um novo acolhimento do dom da Graça; não saberemos conquistar os homens pelo Evangelho sem tornar nós os primeiros a aprofundar a experiência com Deus.

Queridos irmãos, o nosso primeiro, verdadeiro e único dever permanece aquele de empenhar a vida por aquilo que vale a pena e permanece, por aquilo que é realmente confiável, necessário e duradouro. Os homens vivem de Deus, Daquele que muitas vezes inconscientemente ou somente tateiam buscando dar um sentido pleno a existência: nós temos o dever de anunciá-Lo, de mostrá-Lo, de guiar ao encontro com Deus.

Mas é sempre importante recordar-nos que a primeira condição para falar de Deus é falar com Deus, tornar sempre mais homens de Deus, nutrir-se de uma intensa vida de oração e mondados por Sua Graça.

Santo Agostinho, depois de um caminho desgastante, mas de sincera busca da Verdade encontrou-a finalmente em Deus. Então, se dá conta de um aspecto singular que enche de admiração e alegria seu coração: entende que ao longo todo seu caminho era a verdade que estava buscando e que o havia encontrado. Gostaria de dizer a cada um: deixamo-nos ser encontrados e capturados por Deus, para ajudar cada pessoa que encontramos a ser alcançado pela Verdade.

É da relação com Ele que nasce a nossa comunhão e vem gerada a comunidade eclesial, que abraça todos os tempos e todos os lugares para constituir um único povo de Deus.

Por isso, quis instituir um Ano da Fé, que iniciará no dia 11 de outubro deste ano, para redescobrir e acolher novamente este dom precioso que é a fé, para conhecer de modo mais profundo a verdade que são as essências de nossa vida, para conduzir o homem de hoje, muitas vezes distraído, para um encontro renovado com Jesus Cristo “caminho, verdade e vida”.

Em meios às transformações que afetam grande parte da humanidade, o Servo de Deus Paulo VI indicada claramente aquele dever da Igreja, aquele de “atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação” (
Exort. Ap. Evangelii nuntiandi [8 de dezembro de 1975], 19).

Queria aqui recordar como João Paulo II, em sua primeira visita como Pontífice em sua terra natal, visitou um bairro industrial de Cracóvia tida como uma “cidade sem Deus”. Somente a obstinação dos operários fez erguer a primeira cruz e depois uma igreja. Com estes sinais, o Papa reconheceu o início daquilo que pela primeira vez foi chamado de “nova evangelização”, explicando que “a evangelização do novo milênio deve referir-se à doutrina do Concílio Vaticano II. Deve ser, como ensina este Concílio, obra comum dos Bispos, dos sacerdotes, dos religiosos e dos leigos, obra dos pais e dos jovens”. E conclui: “Construístes a igreja; edificai a vossa vida com o Evangelho!” (Homilia no Santuário da Santa Cruz, Mogila, 9 de junho de 1979).

Queridos irmãos, a missão antiga e nova que está diante de nós é aquela de introduzir os homens e as mulheres do nosso tempo à relação com Deus, ajudá-los a abrir a mente e o coração àquele Deus, que buscá-os e quer estar próximo a eles, guiá-los a compreender que cumprir Sua vontade não é um limite à liberdade, mas ser realmente livres, realizar o verdadeiro bem da vida.
Deus é grande, não é concorrente da nossa felicidade, e ao encontrar o Evangelho – e aqui a amizade com Cristo – o homem experimenta ser objeto de um amor que purifica, aquece e renova, e torna capaz de amar e servir o homem com amor divino.
Como evidencia oportuna, o tema principal desta vossa Assembleia, a nova evangelização necessita de adultos que sejam “maduros na fé e testemunhas de humanidade”.
A atenção ao mundo dos adultos manifesta a vossa consciência do papel decisivo daqueles que são chamados, nos diversos âmbitos da vida, a assumir uma responsabilidade educativa nos relacionamentos com as novas gerações.
Assistam e operem para que a comunidade cristã saiba formar pessoas adultas na fé, porque encontraram Jesus Cristo, que se tornou a referencia fundamental de vida deles; pessoas que O conheçam porque O amam e O amam porque O conheceram; pessoas capazes de oferecer razões sólidas e confiáveis de vida.

Neste caminho formativo é particularmente importante o Catecismo da Igreja Católica, que completa 20 anos de publicação, subsídio precioso para um conhecimento sistemático e completo dos conteúdos da fé e para guiar ao encontro com Cristo. Também graças a este instrumento, o assentimento da fé pode se tormar critério de inteligência e de alão que envolve toda a existência.

Encontramo-nos na novena de Pentecostes, gostaria de concluir esta reflexão com uma oração ao Espírito Santo:
Espírito de Vida, que em princípio pairava sobre o abismo,
ajude a humanidade do nosso tempo a compreender
que a exclusão de Deus a leva a ferir-se no deserto do mundo,
e que somente onde entra a fé florescem a dignidade e a liberdade
e a toda sociedade se edifica na justiça.
Espírito de Pentecostes, que faz da Igreja um só Corpo,
restitui nós, batizados, em uma autentica experiência de comunhão;
torna-nos sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo,
comunidade de santos que vivem a serviço da caridade.
Espírito Santo, que nos torna hábeis para a missão,
concede-nos reconhecer que, também no nosso tempo,
tantas pessoas estão em busca da verdade sobre sua existência e sobre o mundo.
Faça-nos colaboradores da alegria deles com o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo,
grão de trigo de Deus, que torna bom o terreno da vida e assegura a abundancia da colheita.
Amém.


Fonte: Boletim diário da santa sé

Espírito Santo nos impulsiona a chamar Deus de Pai, Papa Bento XVI na audiência geral

Por Felipe Viana


Prosseguindo as catequeses que tem vindo a desenvolver sobre a oração, na audiência geral das quartas-feiras, Bento XVI comentou hoje a relação filial expressa na palavra “Abba – Pai”, usada e proposta por Jesus para invocar a Deus. Com uns 20 mil peregrinos congregados na praça de São Pedro, o Papa recordou, a propósito, a ação do Espírito Santo, referindo a proximidade do Pentecostes, domingo. Recordando que no Génesis, o primeiro livro da Bíblia, as origens da humanidade são atribuídas à iniciativa divina, o Papa realçou a relação de parentesco e proximidade entre criatura e criador: “Deus é nosso pai, para ele não somos seres anónimos, impessoais, mas temos um nome”.

A oração cristã – insistiu Bento XVI - é “expressão de uma relação recíproca onde Deus age sempre em primeiro lugar”. É através do Espírito Santo que a prece de cada cristão se torna oração de toda a Igreja e é também ele que une os diversos serviços e talentos existentes no cristianismo, sublinhou.
Mas ouçamos o resumo que o Papa propôs em português, seguido das saudações dirigidas aos peregrinos de língua portugues:
RealAudioMP3 “Queridos irmãos e irmãs,


O Espírito Santo nos ensina a tratar Deus, na oração, com os termos afetuosos de «Abbá, Pai!», como fez Jesus. São Paulo, tanto na carta aos Gálatas como na carta aos Romanos, afirma que é o Espírito que clama em nós «Abbá, Pai!», fazendo-nos sentir numa relação de profunda confiança com Deus, como a de uma criança com seu pai. Hoje muitos não se dão conta da grandeza e da consolação profunda contidas na palavra «Pai», dita por nós a Deus na oração.

O Espírito Santo ilumina o nosso espírito, unindo-nos à relação filial de Jesus com o Pai. Realmente, sempre que clamamos «Abbá, Pai!», fazemos isso movidos pelo Espírito, com Cristo e em Cristo, e sempre em união com toda a Igreja. De fato, desde o princípio, Ela assumiu esta invocação, de modo particular na oração do «Pai-Nosso». Quando rezamos ao Pai, nunca estamos sozinhos. É a Igreja que sustém a nossa invocação, porque a nossa invocação é invocação da Igreja.
 
Queridos peregrinos de língua portuguesa: sede bem-vindos! Saúdo de modo particular os brasileiros do Rio de Janeiro, do Rio Grande de Sul, bem como as Irmãs Franciscanas de São José. Com a proximidade da solenidade de Pentecostes, procurai, a exemplo de Nossa Senhora, estar abertos à ação do Espírito Santo na vossa oração, de tal modo que o vosso pensar e agir se conformem sempre mais com os do seu Filho Jesus Cristo. De coração vos abençôo a vós e às vossas famílias!"


domingo, 13 de maio de 2012

Nossa senhora de Fátima, ora pro nobis

Por Felipe Viana



A treze de maio na Cova da ÍriaNo céu aparece a Virgem MariaAve, ave, ave MariaAve, ave, ave Maria

Visita pastoral do Papa Bento XVI para Arezzo, Alverne e a Sansepolcro

Por Felipe  Viana
( Texto original em Italiano, Tradução Felipe Viana )


Queridos irmãos e irmãs!
E 'a minha grande alegria em poder dividir o pão com que a Palavra de Deus e da Eucaristia. Dirijo as minhas cordiais saudações a todos e obrigado pela vossa calorosa recepção! Saúdo o vosso pastor, Dom Riccardo Fontana, a quem agradeço as amáveis ​​palavras de boas-vindas, os outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, representantes de associações e movimentos eclesiais. Uma saudação respeitosa com o prefeito, o procurador Giuseppe Fanfani, grato por seu discurso de boas-vindas, o senador Mario Monti, presidente do Conselho de Ministros e outras autoridades civis e militares.
Um agradecimento especial a todos aqueles que generosamente trabalhou para a minha Visita Pastoral.

Hoje congratulo-me com uma antiga Igreja, especialista em relacionamentos e bem-merecedores de séculos de suporte para construir a cidade do homem à imagem de Cidade de Deus Na terra da Toscana, Arezzo, a comunidade tem de fato distingue muitas vezes na história a o sentido da liberdade e da capacidade de diálogo entre os diferentes componentes sociais.
Vindo pela primeira vez entre vós, minha esperança é que a cidade sempre será capaz de concretizar esta preciosa herança.

Nos séculos passados ​​a Igreja em Arezzo foi enriquecida e animado por muitas expressões de fé cristã, incluindo a mais elevada é a dos santos. Eu acho que, em particular, a São Donato, o seu patrono, cujo testemunho de vida, o que atraiu o cristianismo da Idade Média, ainda é atual. Ele era evangelista destemido, porque todos foram libertados dos costumes pagãos e ritrovassero na Palavra de Deus a força para afirmar a dignidade de cada pessoa e do verdadeiro significado da liberdade. Através de sua pregação trouxe de volta à unidade com a oração ea Eucaristia para as pessoas que era bispo. O vidro quebrou e reconstruída por São Donato, mencionado por São Gregório Magno (cf. I Diálogos, 7, 3), é a imagem do trabalho realizado pela pacificação da Igreja na sociedade, para o bem comum.
Então, você ficou com ele, São Pedro Damião ea tradição camaldulense que mil anos, a partir do Casentino, oferece a sua riqueza espiritual para esta Igreja diocesana e da Igreja Universal.

Esteja enterrado na sua Catedral, o Beato Gregório X, Papa, como se para mostrar, em diferentes épocas e culturas, a continuidade do serviço que a Igreja de Cristo quer dar ao mundo. Ele, com a luz vinda das ordens mendicantes incipientes, teólogos e santos, incluindo São Tomás de Aquino e São Boaventura de Bagnoregio, foi medido com os grandes problemas de seu tempo: a reforma da Igreja, o cisma com cristãos orientais, que tentou realizar com o Concílio de Lyon, a atenção para a Terra Santa, paz e relações entre as pessoas - ele foi o primeiro no Ocidente para uma troca de embaixadores com o Kublai Khan, na China.

Queridos amigos! A primeira leitura apresenta um momento importante em que manifesta a universalidade da mensagem cristã e da Igreja: de São Pedro na casa de Cornélio, batizou os primeiros gentios. No Antigo Testamento, Deus quisesse que a bênção do povo judeu não permanecem exclusivo, mas foi estendido para todas as nações. Desde que a chamada de Abraão disse: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12,3). E assim Pedro, inspirado acima, entendo que "Deus não faz acepção de pessoas, mas congratula-se quem o teme e funciona a justiça, pertence a nenhuma nação" (At 10,34-35). O gesto de Peter se torna uma imagem da Igreja aberta a toda a humanidade.
Seguindo a grande tradição de sua igreja e suas comunidades, ser testemunhas autênticas do amor de Deus a todos!

Mas como podemos, com a nossa fraqueza, para trazer esse amor? St. John, na segunda leitura, ele nos disse, enfaticamente, que a libertação do pecado e suas conseqüências não é a nossa iniciativa, Deus não é que o amemos, mas que ele nos amou e tomou Si os nossos pecados e lavado no sangue de Cristo.
Deus nos amou e nos quer entrar na primeira parte do seu amor para colaborar com sua obra redentora.

Na passagem do Evangelho que ouvimos o convite do Senhor: "Eu vos designei para vades e deis fruto, eo vosso fruto permaneça" (Jo 15:16). É uma palavra dirigida especificamente aos Apóstolos, mas no sentido mais amplo, refere-se a todos os discípulos de Jesus, toda a Igreja, todos nós somos enviados ao mundo para levar o Evangelho e salvação. Mas a iniciativa é sempre Deus que chama a várias formas de ministério, porque todo mundo joga a sua parte para o bem comum. Chamados ao sacerdócio e à vida consagrada, a vida de casado, o engajamento no mundo, todos estão convidados a responder generosamente ao Senhor, apoiado por sua palavra que nos assegura: "Você não me escolheram, mas eu escolhi você
"(ibid.).
Queridos amigos! Eu sei que o empenho de sua igreja para promover a vida cristã. Seja o fermento na sociedade, você é a cristãos, inventivo e consistente. A cidade de Arezzo resume, em sua história antiga, expressões significativas de culturas e valores. Entre os tesouros de sua tradição, há o orgulho de uma identidade cristã, evidenciada por muitos sinais e devoções enraizadas, como a Senhora da Consolação. Esta terra, onde nasceram grandes personalidades da Renascença, de Petrarca para Vasari, ele teve um papel ativo na afirmação da concepção de homem que tem afetado a história da Europa, colocando pressão sobre os valores cristãos. Nos últimos tempos, também, pertence ao patrimônio da cidade como alguns dos seus melhores filhos, e na universidade de pesquisa em contextos institucionais, têm sido capazes de desenhar sobre o conceito de civitas, diminuindo o ideal cristão do comum para as categorias do nosso tempo .

 No contexto da Igreja na Itália, envolvidos nesta década sobre o tema da educação, devemos perguntar-nos, especialmente na região que é o lar da Renascença, que a visão do homem que pode trazer às novas gerações. A Palavra de Deus que ouvimos é um forte convite a experimentar o amor de Deus a todos, ea cultura dessas terras tem, entre seus valores distintos, a solidariedade, o cuidado com o respeito, fraca para a dignidade da cada. A recepção, que nos últimos tempos têm sido capazes de dar aqueles que vieram em busca de liberdade e de trabalho, é bem conhecida.
Estar em solidariedade com os pobres é reconhecer o desígnio de Deus Criador, que fez tudo de uma só família.

Claro, sua província é fortemente sentida pela crise econômica. A complexidade dos problemas torna difícil identificar o mais rápido e eficaz para a saída da situação atual, que afeta especialmente os mais vulneráveis ​​e se preocupa com os jovens. A atenção aos outros, desde tempos remotos, mudou-se que a Igreja seja uma solidariedade concreta para com os necessitados, partilhando recursos, promover estilos de vida essencial contra a cultura do efêmero, que tem enganado muitas pessoas, causando um profundo crise espiritual. Esta Igreja diocesana, enriquecida pelo testemunho luminoso de Francisco de Assis, continua a estar atento e solidário para com aqueles em necessidade, mas sei também educar para superar a lógica puramente materialista, que muitas vezes marcam o nosso tempo e, eventualmente, possuir a nuvem
sentido de solidariedade e caridade.
Testemunhar o amor de Deus em atenção para o último é combinada com a defesa da vida, desde o seu início até seu fim natural. Em sua região para garantir a todos os direitos à saúde, dignidade e fundamental é justamente percebida como um direito inalienável. A defesa da família, por leis justas e capazes de proteger até mesmo o mais fraco, sempre constitui um passo importante para manter um tecido social forte, e oferecem uma esperança para o futuro. Como nos estatutos medievais de sua cidade eram um meio de assegurar os direitos inalienáveis ​​para muitos, os esforços também hoje continuar a promover uma cidade com uma face mais humana.
Neste, a Igreja dá sua contribuição para que o amor de Deus é sempre acompanhada pela dos outros.

Queridos irmãos e irmãs! Continuar a serviço de Deus e do homem segundo o ensinamento de Jesus, o exemplo brilhante de seus santos e as tradições de seu povo. Nesta tarefa, você irá acompanhar e sustentar você sempre a protecção maternal de Nossa Senhora da Consolação, você é tão amado e reverenciado.
Amém!

Fonte : Boletim diário da Santa Sé

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sintese da catequese do Papa Bento XVI

Por Felipe Viana



 
RealAudioMP3
Queridos irmãos e irmãs,

O último episódio da vida de São Pedro narrado nos Atos dos Apóstolos trata da sua prisão em Jerusalém, da qual foi liberto por uma intervenção prodigiosa de um anjo do Senhor. 



Apesar da dificuldade da situação, diz o texto que Pedro dormia, estava tranquilo. Essa calma era fruto da sua confiança em Deus, em cujas mãos se abandonara, e da certeza que estava sendo acompanhado pela oração dos irmãos. Com o anjo, Pedro vive uma experiência semelhante àquela que fizera o povo de Israel, quando foi libertado da escravidão do Egito. Ele experimenta que a verdadeira liberdade é poder seguir a Jesus. Por outro lado, a passagem mostra como a comunidade de Jerusalém sabia que, no momento da prova, é a oração que dá sustento e força.


 O texto diz que, enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente a Deus por ele. Também nós, por meio de uma oração constante e confiada, experimentamos como o Senhor nos liberta das cadeias e nos guia no meio das noites que atormentam o nosso coração, dando-nos a serenidade para enfrentar as dificuldades da vida.Saúdo os grupos nomeados de Portugal e do Brasil e todos os peregrinos lusófonos presentes nesta Audiência, particularmente os sacerdotes da Diocese de Zé Doca, acompanhados de seu Bispo, Dom Carlo Ellena. Assim como a oração da primeira comunidade sustentou a Pedro na dificuldade, hoje também o seu Sucessor sabe que pode contar com as vossas orações. Que Deus vos abençoe! Obrigado!


Entre os grupos de peregrinos lusófonos presentes nesta audiência, destaque para o Coro Gregoriano da diocese do Porto, expressamente referido e que entoou uma melodia de louvor a Nossa Senhora: RealAudioMP3


Fonte: Rádio Vaticano


No momento da provação, é a oração que sustenta e dá força: Bento XVI na audiência geral

Por Felipe Viana
( Texto original em Italiano, Tradução Felipe Viana )



Queridos irmãos e irmãs,
                                 

Hoje eu vou tocar no último episódio na vida de São Pedro disse em Atos dos Apóstolos: sua prisão por ordem de Herodes Agripa e sua liberação pela intervenção milagrosa do Anjo do Senhor, na véspera de seu julgamento em Jerusalém (cf.
em 12,1 a 17).

A história é mais uma vez marcado pela oração da Igreja. São Lucas, de fato, escreve: "Enquanto Pedro, pois, estava guardado na prisão, a igreja era fervorosamente a Deus uma oração por ele" (Atos 12,5). E, após milagrosamente saiu da prisão, por ocasião de sua visita à casa de Maria, mãe de João Marcos, afirma que "muitos estavam reunidos e orou" (Atos 12:12). Entre estes dois registros importantes que mostram a atitude da comunidade cristã em face do perigo e perseguição, é contada a detenção e libertação de Pedro, que compreende toda a noite.
A força da oração incessante da Igreja sobe a Deus e ao Senhor ouve e faz uma libertação impensável e inesperado, enviando o seu anjo.

A história relembra os grandes elementos da libertação de Israel da escravidão no Egito, a Páscoa. Como era essencial nesse caso, também aqui a principal ação é realizada pelo Anjo do Senhor que libera Pedro. E as mesmas ações que o Apóstolo - que é convidado a se levantar rapidamente, para obter o cinto e se ligam seus quadris - que reflecte as das pessoas eleitas na noite de libertação para a intervenção de Deus, quando ele foi convidado para comer com pressa 's lombos de cordeiro cingidos, os vossos sapatos nos pés, vara na mão, pronto a deixar o país (cf. Êx 12:11). Assim, Peter pode exclamar: "Agora eu realmente sei que o Senhor enviou o seu anjo e me resgatou da mão de Herodes" (Atos 12:11). Mas o anjo lembra não só a libertação de Israel do Egito, mas também o da ressurreição de Cristo. Dizem-nos, de fato, os Atos dos Apóstolos: "E eis que um anjo do Senhor e uma luz brilhou na cela.

 Ele bateu no lado de Pedro e acordei dele "(Atos 12,7). A luz que enche a sala da prisão, o próprio ato de despertar o Apóstolo, referindo-se à luz libertadora da Páscoa do Senhor que vence a escuridão da noite e do mal. O convite, finalmente, "Põe tua capa e segue-me" (Atos 12,8), ecoa em nossos corações as palavras da chamada inicial de Jesus (cf. Mc 1,17), repetidos depois da ressurreição do lago de Tiberíades, onde o Senhor diz duas vezes a Pedro: "Segue-me" (Jo 21,19.22). É um premente convite a segui-lo: apenas fora de si, a fim de começar a andar com o Senhor e fazer Sua vontade, você vai experimentar a verdadeira liberdade.

Eu gostaria de enfatizar um outro aspecto da atitude de Pedro na prisão, notamos, de fato, que, embora a comunidade cristã reza fervorosamente para que ele, Pedro, "estava adormecido" (Atos 12,6). Em uma situação como perigo crítico e sério, é uma atitude que pode parecer estranho, mas o que denota confiança, ele confia em Deus, sabe que ele está cercado pela solidariedade e oração para ela e se abandona totalmente nas mãos de Senhor. Assim deve ser a nossa oração, assíduo, em solidariedade com os outros, confiando plenamente que Deus nos conhece nas profundezas e tomar conta de nós naquele momento - diz Jesus - "os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não tenha medo ... "(Mt 10, 30-31).


Pedro vive na noite do cativeiro e libertação da prisão de seu tempo como um seguidor do Senhor, que vence a escuridão da noite e livre das correntes da escravidão e do perigo de morte. Sua libertação é uma prodigiosa, marcada por várias etapas com cuidado: guiado pelo Anjo, apesar da vigilância dos guardas, através do posto de guarda primeira e segunda, até a porta de ferro que conduz à cidade: a porta se abre e sozinho na frente deles (cf. At 12,10). Pedro eo Anjo do Senhor, faça juntos um longo trecho de estrada, de volta para si mesmo, o apóstolo percebe que o Senhor tem verdadeiramente livre e, depois de algum pensamento, ele entrou na casa de Maria, a mãe de Marcos onde muitos discípulos reunidos em oração mais uma vez a resposta da comunidade para a dificuldade eo perigo é confiar em Deus, fortalecer nosso relacionamento com Ele.

Aqui parece útil lembrar outra situação difícil que vive a comunidade cristã. St. James fala em sua carta. É uma comunidade em crise, em dificuldade, não por causa da perseguição, mas porque dentro há ciúmes e contendas (cf. Tg 3,14-16). E o apóstolo pede a razão para esta situação. Ele encontra duas razões principais: a primeira é deixar-se dominar pela paixão, pela ditadura de seus próprios desejos, o egoísmo (cf. Tg 4.1-2a), a segunda é a falta de oração - "não pergunte" (Tiago 4, 2b) - ou a presença de uma oração que não pode ser definido como tal - "Pedi, e você não consegue, porque pedis mal, para satisfazer as suas paixões" (Tiago 4.3).  

Esta situação iria mudar, de acordo com St. James, se toda a comunidade juntos para falar com Deus, orando assiduamente e verdadeiramente unânime. Mesmo discurso de Deus, de fato, pode perder sua força interior e seca testemunho de que eles não são animados, apoiado e acompanhado pela oração, pela continuidade de um diálogo vivo com o Senhor. Um lembrete importante para nós e nossas comunidades, tanto as pequenas como a família, bem como mais amplos como a paróquia, a diocese, a Igreja inteira. Isso me faz pensar que eles rezaram nesta comunidade de St. James, mas orou maldade, apenas por suas próprias paixões. Temos de aprender continuamente a rezar bem, realmente orar, mover para Deus e para seu próprio bem.

A comunidade, no entanto, que acompanha a prisão de Pedro é verdadeiramente uma comunidade de oração, toda a noite, juntos. E é uma alegria pura que enche os corações de todos quando o apóstolo bater à porta inesperadamente. Eles são a alegria e espanto para a ação de Deus que ouve. Assim, as salas de oração da Igreja de Pedro e da Igreja, ele voltou a dizer "como o Senhor o tirara da prisão" (Atos 12:17). Na igreja onde ele é colocado como uma rocha (cf. Mt 16:18), Peter diz a sua "Páscoa" da libertação: ele experimenta que seguir Jesus é a verdadeira liberdade, que é cercada pela luz radiante da ressurreição, e isso pode testemunhar o martírio que o Senhor ressuscitou, e "realmente enviou o seu anjo e livrou das mãos de Herodes" (Atos 12:11).
Então você vai sofrer o martírio em Roma, irá juntar-se permanentemente a Cristo, que lhe disse: quando você ficar mais velho alguém vai te levar onde você não quer mostrar com que morte Pedro iria glorificar a Deus (cf. Jo 21,18-19).

Queridos irmãos e irmãs, a história da libertação de Pedro como dito por Lucas nos diz que a Igreja, cada um de nós, durante a noite de julgamento, mas a vigilância incessante de oração que nos sustenta. Eu, também, desde o primeiro momento da minha eleição como sucessor de São Pedro, eu sempre me senti apoiado pelas orações de vocês, a oração da Igreja, especialmente em tempos difíceis.

Obrigado. Com a oração constante e confiar no Senhor nos liberta das correntes, guia-nos através de cada noite do cativeiro que podem corroer nossos corações, nos dá a paz de coração para enfrentar as dificuldades da vida, rejeitando a oposição, o perseguição. O episódio de Pedro mostra esse poder da oração. E o Apóstolo, embora em cadeias, ele se sente confiante na certeza de nunca estar sozinha: a comunidade está orando por ele, o Senhor está próximo, mesmo ele sabe que "a força de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Cor 12,9). A oração unânime e constante é uma ferramenta valiosa para superar as provações que possam surgir no caminho da vida, porque ele está sendo profundamente unidos a Deus que nos permite também estar profundamente unidos a outros. Obrigado


Fonte: Boletim diário da Santa Sé

Papa nomeia novo bispo auxiliar do Rio de Janeiro

Por Felipe Viana


Nesta quarta-feira, 9, o Papa Bento XVI nomeou o cônego Roque Costa Souza, de 45 anos, como novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O Santo Padre acolheu a solicitação do Arcebispo, Dom Orani João Tempesta, de poder contar com a colaboração de mais um bispo auxiliar.

Sua ordenação episcopal já está marcada para o dia 23 de junho de 2012, sábado, às 8h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro.

“A data escolhida, às vésperas da festa de São João Batista, é uma homenagem, ‘um presente’, ao nosso arcebispo Dom Orani, que aniversaria nesse dia e será o principal consagrante”, declarou cônego Roque.

Até a nomeação, cônego Roque exercia na Arquidiocese do Rio, onde é incardinado, os ofícios de reitor do Seminário São José, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e capelão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

“Eu quero viver o ministério apostólico no serviço e dedicação aos irmãos. O lema escolhido em oração: ‘Habitare fratres in unum’ (Sl 133,1) quer ser a expressão da minha missão. Quero estar em união com Dom Orani, os bispos auxiliares e meus irmãos sacerdotes com amizade fraterna. Continuarei a servir o Povo de Deus com muita alegria”, afirmou cônego Roque.

Filho de Nelson Pinto de Souza, já falecido, e de Maria José Costa Souza, cônego Roque nasceu no Rio de Janeiro aos 19 dias do mês de agosto de 1966. Seus estudos superiores foram realizados no Rio de Janeiro, com bacharelado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Foi ordenado pelo Cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales em 18 de junho de 1994.

Com a nova nomeação, a Arquidiocese do Rio passa a ter sete bispos auxiliares ativos, o mesmo número dos vicariatos episcopais. É o 5º bispo auxiliar nomeado no governo episcopal de Dom Orani, iniciado em 19 de abril de 2009.

“Escrevi ao Santo Padre agradecendo a nomeação e dizendo sim, “eu aceito a nomeação com muita alegria e disponibilidade para o serviço apostólico em união com meu arcebispo”. Recolhi-me na oração silenciosa da Virgem Maria e, junta à Ela permaneço para renovar o meu sim à vontade de Deus e viver segundo o Coração de Jesus, o Bom Pastor”, finalizou cônego Roque.


Fonte: CN notícias

domingo, 6 de maio de 2012

Recitação do Regina Coeli do Papa Bento XVI

Por Felipe Viana



Queridos irmãos e irmãs!
 
   O Evangelho de hoje, 5º domingo do Tempo Pascal, se abre com a imagem da vinha. Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1). Muitas vezes, na Bíblia, Israel é comparada com a fecunda vinha quando é fiel a Deus; mas, se afasta-se Dele, torna-se estéril, incapaz de produzir aquele “vinho que alegra o coração do homem”, como canta o Salmo 104 (v.15).

A verdadeira vinha de Deus, a videira verdadeira, é Jesus, que com Seu sacrifício de amor nos doa a salvação, nos abre o caminho para ser parte desta vinha. E como Cristo permanece no amor de Deus Pai, assim, os discípulos, cuidadosamente podados pela palavra do Mestre (cfr Jo 15,2-4), são unidos de modo profundo a Ele, tornando-se ramos fecundos, que produzem abundante colheita.

São Francisco de Sales escreve: “O ramo unido e em conjunto com o tronco porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; eis porque... boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna” (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, Roma 2011, 601).

No dia de nosso Batismo, a Igreja nos envolve como ramos no mistério pascal de Jesus, em sua própria pessoa. Desta raiz recebemos a seiva preciosa para participar na vida divina. Como discípulos, também nós, com a ajuda dos Pastores da Igreja, crescemos na vinha do Senhor ligado pelo Seu amor.

“Se o fruto que devemos produzir é amor, uma condição prévia é precisamente este 'permanecer', que tem que ver profundamente com a fé que não se afasta do Senhor” (Jesus de Nazaré, Milão 2007, 305). É indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, depender Dele, porque sem Ele não podemos fazer nada (cfr Jo 15,5).

Numa carta escrita a João, o Profeta, que viveu no deserto de Gaza no século V, um fiel faz a seguinte pergunta: Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus? E o monaco respondeu: Se o homem inclina seu coração para o bem e pede ajuda a Deus, recebe a força necessária para cumprir a própria obra. Por isso, a liberdade do homem e a potência de Deus caminham juntas. Isso é possível porque o bem vem do Senhor, mas ele é cumprido graças aos seus fiéis (cfr Ep. 763, SC 468, Paris 2002, 206).

O verdadeiro “permanecer” em Cristo garante a eficácia da oração, como diz o beato cisterciense Guerric d'Igny: “Oh Senhor Jesus... sem Ti não podemos fazer nada. Tu, de fato, és o verdadeiro jardineiro, criador, cultivador e guardião de seu jardim, que planta com Tua palavra, irriga com Teu espírito, faz crescer com Tua potência” (Sermo ad excitandam devotionem in psalmodia, SC 202, 1973, 522).

Queridos amigos, cada um de nós é como um ramo, que vive somente se cresce cada dia, na oração, na participação aos Sacramentos, na caridade, a sua união com o Senhor. E quem ama Jesus, videira verdadeira, produz frutos de fé para uma colheita espiritual abundante. Suplicamos a Mãe de Deus para que permaneçamos firmemente implantados em Jesus e cada ação nossa tenha Nele o seu início e Nele o seu cumprimento.



Fonte: Boletim diário da Santa Sé

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Exorcista padre Rufus Pereira falece na Inglaterra

Por Felipe Viana

Estamos aqui muito saudosos pela vida do Pe. Rufus, que já não permanece entre n...ós no tempo e espaço, mas que fica sua presença como lembrança eterna de todo bem que ele pode transmitir a tantas pessoas. Enquanto muitos pensam que no mundo não há ninguém por eles, há outros que passando desapercebido aos olhos de alguns vivem na total doação e entrega de si mesmo até seu último momento. Agora este homem de Deus descansa...


Pe. Ruffus Pereira  +02/05/2012
Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela secretária do sacerdote, Érika Gibello.

O sacerdote estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele "estava radiante, muito feliz".

O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.

Padre Rufus completaria 79 anos, neste domingo, 6, e era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação.


BiografiaPadre Rufus foi sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. Era doutorado em Teologia Bíblica.

Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele também era editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. Foi professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios.


O sacerdote era também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.

Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atuava pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova.

Padre Rufus também foi diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. E recentemente foi integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.


*Requiescat in Pace*

terça-feira, 1 de maio de 2012

Não há justiça sem perdão, lembra Bento XVI

Por Felipe Viana


Nesta segunda-feira, 30, o Papa Bento XVI enviou uma mensagem aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, que participam de um encontro no Vaticano. Na mensagem ele recordou as palavras de João Paulo II: “Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão”.

Neste sentido, “o conceito de perdão precisa encontrar seu caminho nas negociações internacionais para a resolução de conflitos, a fim de transformar esta linguagem estéril de recriminação mútua que não conduz a lugar algum”, enfatiza por sua vez Bento XVI.

O Pontífice recorda que os recentes sínodos sobre a Igreja na África e no Oriente Médio colocaram em evidência que “erros e injustiças históricas podem ser superados somente se os homens e mulheres forem inspirados por uma mensagem de cura e esperança, uma mensagem que oferece um caminho de saída aos impasses que frequentemente bloqueiam as pessoas e as nações num círculo vicioso de violência”.

Bento XVI lembrou também que a encíclica de João XXIII,
Pacem in Terris, escrita numa época em que o mundo temia seu fim diante de uma guerra nuclear, tem muito a nos dizer hoje. A mensagem foi um apelo para a inteligência e o coração da humanidade, que não se esquece de lutar pelo valor universal da paz.

Assim – afirma Bento XVI – a Pacem in Terris se torna uma carta aberta ao mundo, um apelo de um grande pastor que já estava no fim de sua vida, para que a causa da paz e da justiça fosse vigorosamente promovida em todos os níveis da sociedade, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Todavia, a mensagem daquelas páginas escritas há 50 anos tem muito a dizer ao mundo de hoje.

"Desde 1963, alguns dos conflitos pareciam insolúveis, naquele contexto histórica. Comprometemo-nos, então, a lutar pela paz e pela justiça no mundo de hoje, confiantes de que nossa busca comum da ordem estabelecida por Deus, de um mundo onde a dignidade de cada pessoa humana é concedido pelo respeito que é devido, pode e poderá dar frutos", conclui o Papa.

A 18ª Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais começou na sexta-feira, 27, e segue até esta terça-feira, 1° de maio.


Fonte: Rádio Vaticano com Redação
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