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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vaticano prepara manual para ajudar sacerdotes a celebrar melhor a missa

Por Felipe Viana 


Em declaração durante conferência sobre liturgia na Espanha, o cardeal Antonio Cañizares afirmou que a missa deve emocionar, "mas sem virar espetáculo".




     A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos está preparando um pequeno manual destinado a ajudar os sacerdotes a celebrar devidamente a santa missa e também os fiéis a participarem dela com mais proveito. O cardeal Antonio Cañizares adiantou a novidade durante uma conferência na embaixada da Espanha perante a Santa Sé, intitulada "A liturgia católica a partir do Vaticano II: continuidade e evolução".

     "Estamos preparando. [O manual] vai ajudar a celebrar bem e a participar bem. Eu espero que ele saia ainda este ano, para o verão [no hemisfério norte]", declarou o purpurado à agência ZENIT.

     O cardeal, durante a conferência, reiterou a importância dada pelo concílio Vaticano II à liturgia, "cuja renovação deve ser entendida em continuidade com a tradição da Igreja e não como ruptura". Ruptura seja por inovações que não respeitam a continuidade, seja por imobilidade que amarra tudo à época de Pio XII, completou Cañizares.

     O cardeal recordou em particular a importância que o primeiro documento conciliar, Sacrosantum Concilium, concede à sagrada liturgia, por cujo meio "é exercida a obra da nossa redenção, em especial no divino sacrifício da eucaristia". "Deus quer ser adorado de maneira concreta e nós não somos ninguém para mudá-la". Cañizares especificou que, quando se fala de Igreja renovada, não se deve entender uma mera reforma de estruturas, mas uma mudança a partir da liturgia, pois é a partir da liturgia que se opera a obra da salvação.

     Não pode ser esquecido, além disto, o que diz o documento conciliar: "Cristo está sempre presente na sua Igreja, principalmente na ação litúrgica. Ele está presente no sacrifício da missa, seja na pessoa do ministro, 'oferecendo agora pelo ministério dos sacerdotes o mesmo que foi oferecido na cruz', seja nas espécies eucarísticas".

     O cardeal enfatizou que a finalidade da liturgia "é a adoração de Deus e a salvação dos homens", e que "não se trata de uma criação nossa, mas de uma fonte e ápice da Igreja". O prefeito da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos criticou abusos existentes, como a espetacularização, mas elogiou os momentos de silêncio, "que são momentos de ação", já que permitem ao sacerdote e aos fiéis falar com Cristo. A atitude equilibrada "é aquela indicada por São João Batista, quando ele afirma que deseja diminuir para que o Messias cresça".

     Sobre a animação da missa com cantos, Cañizares disse que é necessário priorizar o entendimento do mistério, em vez de transformar a missa em um show para superar "a monotonia".

     Acrescentou que o concílio não falou da missa voltada ao povo, o que permitiu que Bento XVI celebrasse a missa na Capela Sistina voltado para o altar; isto não exclui que o padre se volte para o povo, em particular durante a palavra de Deus.

     Destacou ainda a necessidade da noção do mistério e de alguns particulares interessantes que eram respeitados antes, como o altar voltado para o oriente e a consciência mais clara do sentido da eucaristia como sacrifício.

     Interrogado pela embaixadora do Panamá junto à Santa Sé a respeito da ação das culturas autóctones na liturgia, o cardeal precisou que "o concílio fala da adaptação da liturgia", respeitando "as legítimas variedades", sem que elas eliminem os princípios. Recordou, a propósito, uma experiência pessoal que viveu na Espanha, no domingo de Ramos, quando, em uma missa cigana, um jovem cantou o 'Cordeiro de Deus' no gênero flamenco, "um verdadeiro suspiro da alma que emocionou e fez toda a assembleia participar vivamente".

     Cañizares analisou o fato de em muitas igrejas o Santíssimo ser posto num altar ou capela lateral, fazendo com que "o sacrário desapareça": com isto, as pessoas conversam antes da missa e se prepararam menos para ela.

     Sobre o caso Lefebvre, o cardeal recordou que Bento XVI ofereceu uma medida de reconciliação à qual eles não corresponderam, e que "pensar que a tradição fica em Pio XII também é ruptura". 

Fonte: .portal ecclesia



domingo, 29 de abril de 2012

Para o sacerdote a celebração da Missa é uma missão

Por Felipe Viana

 Bento XVI aos 9 sacerdotes ordenados este Domingo na Basílica de S. Pedro


HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Basílica de São Pedro
IV Domingo de Páscoa, 29 de abril de 2012



 Venerados irmãos,

Queridos ordenados,

Queridos irmãos e irmãs!
A tradição romana de celebrar as Ordenações sacerdotais neste 4º Domingo de Páscoa, o domingo “do Bom Pastor”, contém uma grande riqueza de significado, ligada à convergência entre a Palavra de Deus, o Rito Litúrgico e o Tempo pascal no qual se coloca. Em particular, a figura do pastor, assim relevante na Sagrada Escritura e naturalmente muito importante para a definição do sacerdote, adquire sua plena verdade e clareza sobre o vulto de Cristo, na luz do Mistério de sua morte e ressurreição. Desta riqueza também vocês, queridos ordenados, podem sempre recorrer, todos os dias de suas vidas, e assim o sacerdócio de vocês será continuamente renovado.

Este ano, o lema evangélico é aquele central do capítulo 10 de João e inicia justamente com a afirmação de Jesus: “Eu sou o bom pastor”, na qual aparece logo a primeira característica fundamental: “O bom pastor dá a própria vida pelas ovelhas” (Jo 10,11). Vejam: aqui nós somos imediatamente conduzidos ao centro, ao clímax da revelação de Deus como pastor de seu povo. Este centro e clímax é Jesus, precisamente Jesus que morre sobre a cruz e deixa o sepulcro no terceiro dia, ressurge com toda sua humanidade e, deste modo, nos envolve, cada homem, na sua passagem da morte para a vida. Este evento – a Páscoa de Cristo – no qual se realiza plenamente e definitivamente a obra pastoral de Deus é um evento sacrifical: Assim, o Bom Pastor e Sumo Sacerdote coincidem na pessoa de Jesus que deu sua vida por nós.

Mas observemos brevemente também as primeiras duas Leituras e o Salmo Responsorial (Sal 118). A passagem dos Atos dos Apóstolos (4,8-12) nos apresenta o testemunho de São Pedro diante dos chefes dos povos e dos anciãos de Jerusalém, depois da cura prodigiosa do coxo. Pedro afirma com grande franqueza que “Jesus é a pedra, que foi rejeitada por vós, construtores, e que se tornou a pedra angular”; e acrescenta: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devemos ser salvos” (vv. 11-12).

O Apóstolo interpreta depois sob a luz do mistério pascal de Cristo o Salmo 118, no qual o orador dá graças a Deus que responde ao seu grito de socorro e o resgata. Este Salmo diz: “A pedra que os construtores rejeitaram se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor: uma maravilha aos nossos olhos” (Sal 118,22-23).

Jesus viveu justamente esta experiência: de ser descartado pelos chefes de seu povo e reabilitado por Deus, colocado como fundamento de um novo tempo, de um novo povo que dará graças ao Senhor com tantos frutos de justiça (cfr Mt 21,42-43). Então, a primeira Leitura e o Salmo Responsorial, que é o próprio Salmo 118, remetem fortemente ao contexto pascal, e esta imagem da pedra rejeitada e restaurada leva nosso olhar sobre Jesus, que morreu e ressuscitou.

A segunda Leitura trata-se da Primeira Carta de João (3,1-2), ela nos fala, em vez, do fruto da Páscoa de Cristo: nós que nos tornamos filhos de Deus. Nas palavras de João se sente ainda toda a admiração por este dom: não somente somos chamados filhos de Deus, mas agora “somos realmente” (v. 1).

Em efeitos, a condição final de homem é fruto da obra santificadora de Jesus: com a encarnação, com sua morte e ressurreição e com o dom do Espírito Santo, Ele inseriu o homem dentro de uma relação nova com Deus, sua própria relação com o Pai. Por isso, Jesus ressuscitado diz: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17). É uma relação já plenamente real, mas que não é ainda plenamente manifestada: assim será no fim, quando – se Deus quiser – poderemos ver Seu vulto sem véus (cfr v. 2).

Queridos Ordenados, é lá que nos quer conduzir o Bom Pastor! É lá que o sacerdote é chamado a conduzir os fiéis a ele confiados: para a vida verdadeira, a vida “em abundância” (Jo 10,10). Voltemos ao Evangelho, e à Parábola do pastor. “O bom pastor dá a própria vida pelas ovelhas” (Jo 10,11). Jesus insiste sobre esta característica essencial do verdadeiro pastor que é Ele próprio: aquela de “dar a própria vida”. Repete isso três vezes, e por fim conclui dizendo: “O Pai me ama, porque dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de reassumi-la. Tal é a ordem que recebi de meu Pai” (Jo 10,17-18). Esta é claramente a característica que qualifica o pastor assim como Jesus a interpreta em primeira pessoa, segundo a vontade do Pai que o enviou. A figura bíblica do pastor, que compreende principalmente o dever de reger o povo de Deus, de mantê-lo unido e guiá-lo, toda essa função régia se realiza plenamente em Jesus Cristo na dimensão sacrificante, na oferta da vida.

Realiza-se, em uma palavra, o mistério da Cruz, isto é, no supremo ato de humildade e de amor sacrifical. O abate Teodoro de Studium diz: “Por meio da cruz, nós, ovelhas de Cristo, reunimo-nos num só rebanho e somos conduzidos para as moradas eternas” (Discurso sobre a adoração da cruz: PG 99, 699).

Nesta prospectiva, as formas de Rito de Ordenação dos Presbíteros são orientadas, como a que estamos celebrando. Por exemplo, entre as perguntas que estão relacionadas aos “empenhos dos eleitos”, a última, que tem um caráter culminante e no qual de modo sintético diz assim: “Vocês querem ser sempre mais estreitamente unidos a Cristo, Sumo Sacerdote, que como vítima pura se ofereceu ao Pai por nós, consagrando vocês mesmo a Deus, junto a Ele para a salvação de todos os homens?”

O sacerdote é, de fato, aquele que vem inserido de um modo singular no mistério de Sacrifício de Cristo, com uma união pessoal a Ele, para prolongar Sua missão santificadora. Esta união, que vem graças ao Sacramento da Ordenação, pede que se torne “sempre mais estreita” pela generosa correspondência do próprio sacerdote.

Por isso, queridos Ordenados, logo vocês responderão esse pergunta dizendo: “Sim, com a ajuda de Deus, eu quero”. Sucessivamente, nos Ritos explicativos, no momento de unção crismal, o celebrante diz: “O Senhor Jesus Cristo, que o Pai consagrou em Espírito Santo e poder, mantenha-o para a santificação de Seu povo e para a oferta do sacrifício”. E depois, na consagração do pão e do vinho: “Receba as ofertas do povo santo para o sacrifício eucarístico. Saibam que aquilo que fazem, imita aquilo que celebram, conforme sua vida no mistério da cruz de Cristo Senhor”.

Destaca-se fortemente que, para o sacerdote, celebrar cada dia a Santa Missa não significa desenvolver uma função ritual, mas compete uma missão que envolve inteiramente e profundamente a existência, em comunhão com Cristo ressuscitado que, em Sua Igreja, continua a atuar o Sacrifício redentor.

Esta dimensão eucarística-sacrificadora é inseparável daquela pastoral e também constitui o núcleo de verdade e de força salvadora, na qual depende a eficácia de cada atividade. Naturalmente, não falamos da eficácia somente sobre o plano psicológico ou social, mas da fecundidade vital da presença de Deus a nível humano profundo.

A própria pregação, as obras, os gestos de vários gêneros que a Igreja realiza com suas múltiplas iniciativas, perderiam sua fecundidade salvadora se não fosse celebrado o Sacrifício de Cristo. E isto é confiado aos sacerdotes ordenados. De fato, o presbítero é chamado a viver em si mesmo o que experimentou Jesus em primeira pessoa, isto é, dando-se plenamente à pregação e a cura do homem sobre todo mal do corpo e do espírito. E, depois, em fim, reassumir tudo no gesto supremo de “dar a vida” pelos homens, gesto que encontra sua expressão sacramental na Eucaristia, memorial perpétuo da Páscoa de Jesus.

É somente através desta “porta” de Sacrifício pascal que os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares podem entrar na vida eterna; é através desta “via santa” que podemos cumprir com êxodo o caminho para a “terra prometida” da verdadeira liberdade, aos “pastos verdejantes” da paz e da alegria sem fim
(cfr Jo 10,7.9; Sal 77,14.20-21; Sal 23,2).

Queridos Ordenados, que esta Palavra de Deus ilumine a vida de vocês. E quanto o peso da cruz se tornar pesado, saibam que esta é a hora mais preciosa, para vocês e para as pessoas a vocês confiadas: renovando com fé e com amor o vosso “sim, com a ajuda de Deus eu quero”, vocês cooperaram com Cristo, Sumo Sacerdote e Bom Pastor, no apascentamento de suas ovelhas – talvez a única coisa que lhes foi pedido, mas para o qual se faz grande festa no Céu! Que a Virgem Maria, Salus Populi Romani, vele sempre por cada um de vocês e por seus caminhos. Amém.


Fonte: Boletim diário da Santa Sé

sábado, 2 de abril de 2011

'Les Prêtres' : Spiritus Dei

Por Felipe Viana

“Les Pretres” (Os Sacerdotes) é o nome do novo fenômeno musical francês integrado por dois sacerdotes e um seminarista que interpretam temas clássicos e populares enquanto arrecadam recursos para obras de caridade católicas.

Seu primeiro disco “Spiritus Dei” vendeu 800 mil cópias e foi o segundo mais vendido da França no ano 2010. No próximo 25 de abril lançarão ao seu mercado sua segunda produção titulada “Glória” em meio de grande expectativa.
O trio é uma criação do Bispo de Gap e Embrun, Dom Jean-Michel di Falco, que escolheu os sacerdotes Jean-Michel Bardet, pároco da Catedral de Gap e ex-aluno do Conservatório de Lyon, Charles Troesch, capelão da Basílica de Nossa Senhora de Laus e ex-integrante dos Meninos Cantores da Cruz de Madeira, e o seminarista Gap, Nguyen Dinh Nguyen, autodidata, músico e cantor.

O Bispo admite que buscou repetir o êxito do grupo irlandês The Priests com o fim de financiar obras caridosas e transmitir a Deus mediante a música.
O grupo obteve um êxito total.

As vendas de 800 mil exemplares do primeiro disco foram usadas para construir uma escola em Madagascar que atenderá 17 mil meninos africanos; e restaurar o santuário de Nossa Senhora de Laus, no lugar da última aparição Mariana reconhecida oficialmente pela Igreja Católica

Os cantores viajaram a Madagascar para iniciar os trabalhos de construção da escola e se prevê que a capela de Laus seja reinaugurada no próximo 1º de maio totalmente restaurada.
Com “Spiritus Dei”, o grupo ofereceu uma excursão com apresentações na França e no exterior. Este novo disco já tem 12 concertos programados entre maio e novembro.

“Recebemos muitas cartas de gente dizendo que este disco tinha feito-lhes bem, os havia dado paz”, afirmou Dom Falco Leandri conforme informa o site da diocese de Gap.
“Os 17 concertos que oferecemos na França e no exterior foram momentos de comunhão, de paz, alegria, comodidade, felicidade. Reunimo-nos com mais de 25 mil pessoas”.






“Glória” inclui adaptações de melodias clássicas e algumas das canções favoritas dos franceses. O disco inclui versões do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky e o Hino à Alegria de Beethoven com letras escritas por Dom di Falco.




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quinta-feira, 10 de março de 2011

Papa aos sacerdotes de Roma:” Não tenham medo de proclamar a verdade, mesmo que incomode a alguns.”

Em seu tradicional encontro ao início da Quaresma aos párocos da diocese de Roma (Itália) da qual é Bispo, o Papa Bento XVI afirmou esta manhã que um sacerdote não deve pregar “um cristianismo à minuta, segundo os próprios gostos”.

Na lectio divina com os sacerdotes acompanhados pelo Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, na Sala da Bênção no Vaticano, o Santo Padre explicou que um presbítero não deve pregar o Evangelho “segundo as próprias idéias preferidas, segundo as próprias idéias teológicas”.

O sacerdote, precisou o Papa, “não está isento de anunciar toda, toda a vontade de Deus, inclusive a vontade incômoda, também em temas que pessoalmente não gostem tanto”.

Conforme informa Rádio Vaticano, Bento XVI ressaltou que um sacerdote não pode ser um burocrata nem um mero administrador.

O Sacerdote “não é um patrão da fé” e não se pode ser padre em tempo parcial, mas sim com toda a alma e coração. “Este ser com Cristo e ser embaixador de Cristo, este ser para os outros é uma missão que penetra o nosso ser”, destacou o Papa.

“No serviço sacerdotal é necessária a humildade, que não é exibir uma “falsa modéstia”, mas o amor pela vontade de Deus, que graças à humildade do servidor pode ser anunciada em sua integridade, sem condicionamentos ou preferências, sem “criar a idéia de que o cristianismo é um pacote imenso de coisas a ser aprendidas”.

O Santo Padre animou os sacerdotes à conversão pessoal “sobre tudo a do pensamento e do coração, para os que a realidade não são as coisas tangíveis ou os fatos do mundo assim como estes se apresentam, mas a realidade é reconhecer a presença de Deus no mundo. Desta visão o sacerdote deve conduzir seu ‘corrida’ no mundo, sem perder nunca a força dos inícios”.

“Não percamos o zelo, a alegria de sermos chamados pelo Senhor, deixemo-nos renovar nossa juventude espiritual, a alegria de poder andar com Cristo até o fim, de ‘levar a corrida ao fim’ sempre no entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço”.

O Papa assinalou logo que o sacerdote, como São Paulo, não deve pensar somente em sua “sobrevivência biológica”. “É certo, custodiar-se é necessário, mas sem esquecer que oferecer-se a si, até o dom da vida, assimila o sacerdote ao seu modelo, Cristo”.

“Somente Deus pode fazer-nos sacerdotes, somente Deus pode escolher os seus sacerdotes e se somos escolhidos, somos escolhidos por Ele. Aqui aparece claramente o caráter sacramental do sacerdócio, que não é uma profissão que deve ser feita porque alguém deve administrar todas as coisas. É uma eleição feita pelo Espírito Santo”.

Todo sacerdote, explicou Bento XVI, está também chamado a “velar” e rezar intensamente: “‘velem por vocês mesmos’: estejamos atentos também à nossa vida espiritual, a nosso ser com Cristo. Rezar e meditar a Palavra de Deus não é um tempo perdido para a cura das almas, mas é condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e assim falar de primeira mão do Senhor aos outros”.

Finalmente e após recordar que a Igreja sempre foi e estará sempre ameaçada, o Santo Padre disse que “a verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais fortes que todas as forças adversas… a Deus. E com esta alegria, com esta certeza interior tomemos nosso caminho nos consolos de Deus em meio das perseguições do mundo”.

Fonte : ACI
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Três irmãos se ordenam sacerdotes e celebram juntos primeira missa.

Por: Felipe Viana


Três irmãos espanhóis, sacerdotes da Associação Clerical Virgo Flos Carmeli, dos Arautos do Evangelho, celebrarão sua primeira missa em sua cidade natal amanhã, 29 de dezembro, para a alegria de toda a Igreja local. Trata-se de do padre Leopoldo Werner Benjumea, Conde de San Isidro e seus irmãos, padre Pablo e Padre Carlos.

A missa será celebrada às 19h na Paróquia de San Miguel de Miramar e terá assistência musical do coro e conjunto instrumental dos Arautos do Evangelho. Ao término será realizado um breve concerto de canções de Natal.

A mãe dos três religiosos, Pegui Benjumea Heredia, não ocultaou sua satisfação porque três de seus quatro filhos são sacerdotes de Cristo. Pegui afirmou também que a sua filha, irmã Mônica Werner Benjumea, não poderá deslocar-se do Brasil (onde mora) até Málaga nestas datas devido a suas obrigações como religiosa do Instituto Regina Virgininum, também formado dentro da família dos Arautos do Evangelho.

A ordenação sacerdotal dos três irmãos malaguenhos teve lugar na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Caieiras, São Paulo, no último dia 29 de setembro, e foi presidida pelo vice-presidente do Regional Sul 1 (São Paulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e encarregado de estudos do Seminário dos Arautos do Evangelho, o bispo de Lorena, São Paulo,Dom Benedito Beni do Santos.


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