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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Papa Bento XVI reflete sobre a “Nova Evangelização”.

Por Felipe Viana


Em uma sociedade como a de hoje, frequentemente marcada pela secularização, a Igreja tem o dever de oferecer aos homens e mulheres “um renovado anúncio de esperança”.

Foi o que disse hoje o Papa Bento XVI, ao receber em audiência os participantes da Plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. Este organismo foi instituído no ano passado para dar “um princípio operativo” à necessidade de “oferecer uma resposta particular ao momento de crise da vida cristã”.

“O termo ‘nova evangelização’ recorda a exigência de uma renovada modalidade de anúncio, sobretudo para aqueles que vivem em um contexto, como o atual, em que os desenvolvimentos da secularização têm deixado pesadas marcas também em países de tradição cristã”, afirmou o Papa em seu discurso.

“Sublinhar que neste momento da história a Igreja está chamada a realizar uma nova evangelização quer dizer intensificar a ação missionária para corresponder plenamente ao mandato do Senhor.”

No atual contexto – reconheceu – “a crise que se vive leva consigo os traços da exclusão de Deus da vida das pessoas” e “de uma generalizada indiferença em relação à fé cristã, indo até a tentativa de marginalizá-la da vida pública”.
“Assiste-se ao drama da fragmentação, que não consente em ter uma referência de união; ademais, verifica-se frequentemente o fenômeno de pessoas que desejam pertencer à Igreja, mas que são fortemente influenciadas por uma visão da vida que contrasta com a fé.”

“Anunciar Jesus Cristo, único Salvador do mundo, parece ser hoje mais complexo que no passado; mas nosso dever é idêntico, como no alvorecer de nossa história”, reconheceu o Papa. “A missão não mudou, assim como não devem mudar o entusiasmo e a valentia que impulsionaram os Apóstolos e os primeiros discípulos”.

“O Espírito Santo que os alentou a abrir as portas do cenáculo, tornando-os Evangelizadores, é o mesmo Espírito que move hoje a Igreja em um renovado anúncio de esperança aos homens de nosso tempo”.

A nova evangelização – indicou – “deverá encarregar-se de encontrar os caminhos para tornar mais eficaz o anúncio da salvação, sem o qual a existência pessoal permanece em sua contradição e privada do essencial”.
“Também em quem permanece o laço com as raízes cristãs, mas vive a difícil relação com a modernidade, é importante fazer compreender que o ser cristão não é uma espécie de traje que se veste de forma privada ou em ocasiões particulares, mas algo vivo e integral, capaz de assumir tudo que há de bom na modernidade.”

Neste contexto, o Papa pediu “um projeto que seja capaz de ajudar toda a Igreja e as diferentes Igrejas particulares em seu compromisso com a nova evangelização”, em que “a urgência por um renovado anúncio se encarregue da formação, em particular das novas gerações”, e “se conjugue com a proposta de sinais concretos para fazer evidente a resposta que a igreja pretende oferecer neste momento especial”.

Dado que “o estilo de vida dos crentes precisa de uma genuína credibilidade, tanto mais convincente quanto mais é dramática a condição daqueles aos quais se dirigem”, o Papa concluiu com palavras da exortaçãoEvangelii nuntiandi, de Paulo VI: “Será pois, pelo seu comportamento, pela sua vida, que a Igreja há de, antes de mais nada, evangelizar este mundo; ou seja, pelo seu testemunho vivido com fidelidade ao Senhor Jesus, testemunho de pobreza, de desapego e de liberdade frente aos poderes deste mundo; numa palavra, testemunho de santidade”.
 
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

“Noite Longa das Igrejas!”, Iniciativa que supera todas as fronteiras de todos os pontos de vista.

Por Felipe Viana


 

Estamos nos aproximando da chamada “Noite Longa das Igrejas”. Em 27 de maio próximo, mais de 1600 igrejas em várias cidades do leste da Europa ficarão abertas durante toda a madrugada e serão palco de 3.200 tipos diferentes de atividades, incluindo momentos de oração e de meditação.
 
Não serão somente as igrejas católicas as protagonistas dessa noite de orações, mas também as ortodoxas e as evangélicas. Os números: 700 igrejas na Áustria, 100 na Eslováquia e 800 na República Tcheca. A idéia – que visa também a promover um diálogo entre as igrejas cristãs – foi lançada na capital austríaca, Viena, no dia 17 de maio.

“Uma iniciativa que supera todas as fronteiras de todos os pontos de vista”, declarou o vigário episcopal de Viena, Dom Karl Rühringer, durante a coletiva de imprensa de lançamento do evento. “Após os anos de comunismo e de perseguição, a ‘longa noite das igrejas’ no leste da Europa representa uma primavera religiosa”, completou.

Para o vigário episcopal romeno-ortodoxo e presidente do Conselho Mundial das Igrejas na Áustria, Dom Nicolae Dura, “o evento é um forte sinal de unidade dos cristãos e do ecumenismo nesse país”. “As 15 Igrejas que fazem parte do Conselho participarão para contribuir com a redescoberta da dimensão espiritual do ecumenismo”, afirmou.
Rádio Vaticano

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sábado, 2 de abril de 2011

'Les Prêtres' : Spiritus Dei

Por Felipe Viana

“Les Pretres” (Os Sacerdotes) é o nome do novo fenômeno musical francês integrado por dois sacerdotes e um seminarista que interpretam temas clássicos e populares enquanto arrecadam recursos para obras de caridade católicas.

Seu primeiro disco “Spiritus Dei” vendeu 800 mil cópias e foi o segundo mais vendido da França no ano 2010. No próximo 25 de abril lançarão ao seu mercado sua segunda produção titulada “Glória” em meio de grande expectativa.
O trio é uma criação do Bispo de Gap e Embrun, Dom Jean-Michel di Falco, que escolheu os sacerdotes Jean-Michel Bardet, pároco da Catedral de Gap e ex-aluno do Conservatório de Lyon, Charles Troesch, capelão da Basílica de Nossa Senhora de Laus e ex-integrante dos Meninos Cantores da Cruz de Madeira, e o seminarista Gap, Nguyen Dinh Nguyen, autodidata, músico e cantor.

O Bispo admite que buscou repetir o êxito do grupo irlandês The Priests com o fim de financiar obras caridosas e transmitir a Deus mediante a música.
O grupo obteve um êxito total.

As vendas de 800 mil exemplares do primeiro disco foram usadas para construir uma escola em Madagascar que atenderá 17 mil meninos africanos; e restaurar o santuário de Nossa Senhora de Laus, no lugar da última aparição Mariana reconhecida oficialmente pela Igreja Católica

Os cantores viajaram a Madagascar para iniciar os trabalhos de construção da escola e se prevê que a capela de Laus seja reinaugurada no próximo 1º de maio totalmente restaurada.
Com “Spiritus Dei”, o grupo ofereceu uma excursão com apresentações na França e no exterior. Este novo disco já tem 12 concertos programados entre maio e novembro.

“Recebemos muitas cartas de gente dizendo que este disco tinha feito-lhes bem, os havia dado paz”, afirmou Dom Falco Leandri conforme informa o site da diocese de Gap.
“Os 17 concertos que oferecemos na França e no exterior foram momentos de comunhão, de paz, alegria, comodidade, felicidade. Reunimo-nos com mais de 25 mil pessoas”.






“Glória” inclui adaptações de melodias clássicas e algumas das canções favoritas dos franceses. O disco inclui versões do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky e o Hino à Alegria de Beethoven com letras escritas por Dom di Falco.




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quinta-feira, 10 de março de 2011

Papa aos sacerdotes de Roma:” Não tenham medo de proclamar a verdade, mesmo que incomode a alguns.”

Em seu tradicional encontro ao início da Quaresma aos párocos da diocese de Roma (Itália) da qual é Bispo, o Papa Bento XVI afirmou esta manhã que um sacerdote não deve pregar “um cristianismo à minuta, segundo os próprios gostos”.

Na lectio divina com os sacerdotes acompanhados pelo Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, na Sala da Bênção no Vaticano, o Santo Padre explicou que um presbítero não deve pregar o Evangelho “segundo as próprias idéias preferidas, segundo as próprias idéias teológicas”.

O sacerdote, precisou o Papa, “não está isento de anunciar toda, toda a vontade de Deus, inclusive a vontade incômoda, também em temas que pessoalmente não gostem tanto”.

Conforme informa Rádio Vaticano, Bento XVI ressaltou que um sacerdote não pode ser um burocrata nem um mero administrador.

O Sacerdote “não é um patrão da fé” e não se pode ser padre em tempo parcial, mas sim com toda a alma e coração. “Este ser com Cristo e ser embaixador de Cristo, este ser para os outros é uma missão que penetra o nosso ser”, destacou o Papa.

“No serviço sacerdotal é necessária a humildade, que não é exibir uma “falsa modéstia”, mas o amor pela vontade de Deus, que graças à humildade do servidor pode ser anunciada em sua integridade, sem condicionamentos ou preferências, sem “criar a idéia de que o cristianismo é um pacote imenso de coisas a ser aprendidas”.

O Santo Padre animou os sacerdotes à conversão pessoal “sobre tudo a do pensamento e do coração, para os que a realidade não são as coisas tangíveis ou os fatos do mundo assim como estes se apresentam, mas a realidade é reconhecer a presença de Deus no mundo. Desta visão o sacerdote deve conduzir seu ‘corrida’ no mundo, sem perder nunca a força dos inícios”.

“Não percamos o zelo, a alegria de sermos chamados pelo Senhor, deixemo-nos renovar nossa juventude espiritual, a alegria de poder andar com Cristo até o fim, de ‘levar a corrida ao fim’ sempre no entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço”.

O Papa assinalou logo que o sacerdote, como São Paulo, não deve pensar somente em sua “sobrevivência biológica”. “É certo, custodiar-se é necessário, mas sem esquecer que oferecer-se a si, até o dom da vida, assimila o sacerdote ao seu modelo, Cristo”.

“Somente Deus pode fazer-nos sacerdotes, somente Deus pode escolher os seus sacerdotes e se somos escolhidos, somos escolhidos por Ele. Aqui aparece claramente o caráter sacramental do sacerdócio, que não é uma profissão que deve ser feita porque alguém deve administrar todas as coisas. É uma eleição feita pelo Espírito Santo”.

Todo sacerdote, explicou Bento XVI, está também chamado a “velar” e rezar intensamente: “‘velem por vocês mesmos’: estejamos atentos também à nossa vida espiritual, a nosso ser com Cristo. Rezar e meditar a Palavra de Deus não é um tempo perdido para a cura das almas, mas é condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e assim falar de primeira mão do Senhor aos outros”.

Finalmente e após recordar que a Igreja sempre foi e estará sempre ameaçada, o Santo Padre disse que “a verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais fortes que todas as forças adversas… a Deus. E com esta alegria, com esta certeza interior tomemos nosso caminho nos consolos de Deus em meio das perseguições do mundo”.

Fonte : ACI
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