Por Felipe Viana
Fonte: Padre Paulo Ricardo
Matthew Cullinan Hoffman 
A porta-voz da Plataforma pró-vida, Direito a Viver (DAV), na Espanha, Gádor Joya, questionou esta “incoerência da doutrina oficial do PSOE” e considerou um paradoxo que “para o Governo da Andaluzia e o Governo de Zapatero, uma menina de 10 anos não pode dar à luz, mas pode praticar sexo e tomar sem receita a pílula do dia seguinte.
“Na Espanha, existe pena de cadeia por manter relações sexuais com menores de doze anos, mas uma menina pode comprar sem restrições a chamada pílula abortiva a essa idade e da doutrina da educação sexual promovida por este Governo, é incitada constantemente a praticar relações sexuais precoces”, acrescentou Jóia.
A menina de origem romena que deu à luz poucos dias atrás em Jerez de la Frontera “poderia ter comprado a PDS sem nenhum tipo de supervisão médica, se ela tivesse querido; por outro lado, é um escândalo que tenha um bebê, para a mentalidade socialista sobre o aborto e a educação sexual”, explicou.
“Se a Junta da Andaluzia tivesse conhecido a gravidez da menor, certamente teria intervindo para tirar a custódia aos pais e induzi-la a abortar. É o que se desprende das declarações da conselheira Micaela Navarro, escandalizada porque uma menina de dez anos dê à luz um bebê mas não pelo fato de que aos nove anos ela tenha mantido relações sexuais”, acrescentou.
Joya recordou que “a aberração é que uma menina de nove anos possa ter relações sexuais, algo que, entretanto, a Junta, o Governo de Zapatero e o PSOE consideram normal e até saudável em sua doutrina sobre a educação sexual plasmada na nova lei do aborto”.
Video com as declarações de Gador Joya em espanhol.

Em frente ao Hotel Meliá Sevilla, o movimento espanhol HazteOir organizou um protesto com mais de 10.000 pessoas contra o congresso que reuniu 600 “profissionais” de aborto de 48 países para compartilhar técnicas de matar bebês no ventre materno.
«Querem-se chamar profissionais de medicina», mas «sua função é acabar com uma vida», portanto, «são profissionais da morte», disse uma das organizadoras, Gádor Joya, realçando o dado de que o “negócio” do aborto «na Espanha fatura, por ano, declarados, mais de 50 milhões de euros».
De acordo com o site de HazteOir, o principal objetivo da manifestação foi para que Sevilha não ficasse marcada como capital mundial do aborto. E por isso adotaram como lema “Sevilha, capital da Vida”.
O ato acabou com a leitura de um manifesto contra o financiamento das Administrações Públicas locais ao referido Congresso e por tê-lo considerado como de “interesse científico-sanitário”, exigindo que as autoridades «deixem de financiar com nosso dinheiro a indústria do aborto», que se enriquece «à custa do sofrimento das mães».

O senhor foi punido pelo PT por ser contra a legalização do aborto. Agora, esse tema passou a ser um dos principais problemas da campanha presidencial de Dilma Rousseff e o PT se esforça para dizer que não defende a proposta. Qual é a sua avaliação sobre isso?
Ninguém pode apagar a história. Fui punido com um ano de suspensão pelo PT apenas por querer continuar a favor de uma ideia que sempre defendi. Não queria que ninguém pensasse igual a mim. Só queria que o partido respeitasse meu direito de ter opinião diferente.
O senhor acha que o PT agiu errado com o senhor?
Cumpri quatro mandatos pelo PT e um dos motivos que me fizeram ser filiado ao partido era justamente o artigo interno que permitia aos integrantes terem direito à liberdade de opinião, de religião, de pensamento. Comigo não valeu.
O senhor acha que há setores do partido que realmente são contra o aborto?
É possível. Mas fui punido quase por unanimidade pela direção do partido por ser contra a proposta. Dilma era a ministra chefe da Casa Civil na ocasião. Durante a análise do meu caso, o PT deixou claro que é a favor da legalização e não concordo.
Nos últimos dias, a candidata Dilma tem negado publicamente ser a favor do aborto. O PT, então, deveria propor uma punição interna para ela como fez no caso do senhor?
Acho que eles têm de assumir a verdade e dizer o que pensam sobre o assunto. Vai piorar a situação dela se mentir sobre o aborto por questões eleitoreiras. Vai ser um tiro no próprio pé. Na minha opinião, ela é materialista. O presidente Lula não. Todo mundo sabe que ele realmente tem uma posição diferente. Ele sempre disse que era contra o aborto.
Esse tratamento mais flexível do PT sobre o tema faz com que o senhor se sinta injustiçado por ter sido punido?
Pelo contrário. Eu me sinto honrado por ter sido suspenso pelo PT por ter defendido a vida. Essa é a bandeira da minha vida. Minha principal causa política. E o PT não respeitou esse meu direito. Envergonhado eu estaria se tivesse defendido o mensalão. Eu acho que o aborto significa matar uma vida.
Sua candidata, a senadora Marina Silva, está fora do segundo turno. Entre José Serra e Dilma Rousseff, quem o senhor pretende apoiar no segundo turno?
O PV e Marina ainda vão definir suas posições sobre a sucessão presidencial. Mas eu vou votar e fazer campanha por José Serra em Salvador. Já estou anunciando esse meu apoio publicamente.
Fonte: carlos lopes