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sábado, 26 de fevereiro de 2011
“Diaconisa” excomungada em 2007, se arrepende e retorna a Igreja Católica.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Campanha em ônibus diz que Deus pode não existir.
A Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) veicula a partir de hoje campanha publicitária para dizer que Deus pode não existir.
As peças de propaganda, com frases como “Religião não define caráter” e “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”, circularão em ônibus de Salvador e Porto Alegre por um mês.
“O prazo pode se estender, se tivermos doações”, diz Daniel Sottomaior, da Atea.
A campanha teve início no Reino Unido em 2009 e se espalhou por outros países, com resultados distintos.
Nos EUA e na Espanha, a iniciativa deu certo, provocando a esperada polêmica. Na Itália, a veiculação foi proibida. Na Austrália, a companhia responsável por anúncios em ônibus se recusou a exibi-los.
Algo parecido aconteceu em São Paulo. Depois que conheceu o conteúdo dos anúncios, já após a assinatura do contrato, a empresa que os veicularia se negou a fazê-lo, alegando que a legislação proíbe temas religiosos. A Atea avalia a possibilidade de uma ação judicial.
Metade dos cerca de R$ 10 mil utilizados na campanha brasileira vem de pequenas doações e de recursos da própria instituição. A outra metade vem de um único doador paulista que prefere permanecer anônimo.
Veja essa outra notícia complementar.
Empresas de mídia barraram uma campanha publicitária com dizeres contra a religião patrocinada pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). As firmas se recusaram a veicular os anúncios mesmo depois de o contrato já ter sido assinado. A Atea estuda as medidas judiciais cabíveis.As peças de propaganda, com frases como “Religião não define caráter” e “A fé não dá respostas; ela só impede perguntas”, deveriam circular em ônibus de Salvador, São Paulo e Porto Alegre pelo período de um mês. A recusa ocorreu primeiro em São Paulo e depois em Salvador, sob a alegação de que as mensagens poderiam violar dispositivos das respectivas leis de publicidade em espaços públicos. Há informações ainda não confirmadas de que a empresa de Porto Alegre também vai romper o contrato.
“As seguidas recusas de prestação de serviço são uma confirmação contundente da força do preconceito contra os ateus, e da necessidade de acabar com ele. Nossas peças nada têm de ofensivas, e o teor de suas críticas empalidece frente às copiosas afirmações dos livros sagrados de que ateus são odiosos, cruéis, maus e devem ser eliminados. Existe um duplo padrão em ação aqui”, diz Daniel Sottomaior, presidente da Atea.
Fonte: Folha de São Paulo
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Retirada de crucifixos na Europa: depois da Itália, agora tentam na Suíça.

Os bispos suíços demonstraram sua preocupação com a “forte hostilidade” à presença dos sinais religiosos em lugares públicos. Eles afirmam que a proibição do crucifixo “nunca será uma expressão de tolerância, mas de intolerância, pois impede a expressão pública da fé cristã.
Os prelados manifestaram-se no comunicado final da assembleia ordinária da Conferência episcopal, celebrada em Viège, na semana passada.
Os prelados denunciam a existência de “uma forte hostilidade recentemente expressada contra os sinais religiosos no espaço público” e de “uma tendência que pretende confinar a crença das pessoas à esfera privada”.
A Conferência Episcopal sublinha que a liberdade de crenças e de consciência “é um bem precioso a ser respeitado por toda comunidade religiosa e todo Estado”.
Esta liberdade “permite aos homens viver, individualmente ou na comunidade que elejam, conforme sua crença e consciência – tanto em privado como em público”.
“Daí deriva o direito a dar testemunho e viver publicamente sua fé através de sinais visíveis”, afirma o comunicado.
Segundo os bispos, a maioria da população é favorável à presença pública dos sinais cristãos, como a cruz e o crucifixo.
“Esta maioria reconhece que não se trata de defender antigos privilégios, mas que, através do desaparecimento desses sinais, corre-se o risco de comprometer os fundamentos cristãos de nossa sociedade e de nossa maneira de viver juntos sem coação.”
A Conferência episcopal afirma também que “a liberdade de crença e de consciência fica garantida somente se as declarações e os sinais das diferentes convicções forem tolerados de forma recíproca”.
Cristãos perseguidos
Os bispos quiseram demonstrar sua solidariedade com os cristãos perseguidos no Oriente Médio.
“As condições de vida dos cristãos nos países do Oriente Médio continuam se deteriorando”, afirmam os prelados, lembrando o atentado de 31 de outubro contra a catedral católica síria de Bagdá.
“Esses atos de perseguição parecem que não vão ter fim”, denunciam, convidando o mundo político e as comunidades religiosas a estabelecer a paz.
Os bispos suíços expressam sua gratidão a todas as pessoas que apoiam os cristãos oprimidos ou sistematicamente acossados em razão de sua fé. Eles pedem que as paróquias celebrem missas ou outros serviços religiosos “em favor dos cristãos perseguidos e dos mártires da fé”.Fonte: Folha Virtual
Católicos espanhóis respondem, em vídeo, campanha que associa preservativo à hóstia.
O vídeo da campanha “Bendito condón que quita el sida del mundo” foi lançado durante a semana mundial de luta contra a sida e promovida pela juventude do PSOE , partido do primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero.
Mostra uma imagem de um padre segurando a hóstia e, seguidamente, o mesmo gesto mas com um preservativo. O vídeo causou polémica e gerou críticas por parte de várias associações religiosas que a acusavam de blasfémia.
Foi visto no YouTube e partilhado no Facebook. Está agora indisponível, segundo a mensagem deixada no vídeo, “devido a uma reivindicação de direitos de autor”.
O vídeo resposta da Igreja está vísivel e disponível, com uma base semelhante ao da campanha, a mesma música e o mesmo slogan:“Não te deixes enganar.” Mas a mensagem passada é diferente, refere que quase 30% dos centros de ajuda no combate à aids são católicos e deixa a mensagem: “Se realmente te preocupas com a aids, luta de verdade, faz-te missionário”.
Resposta salienta participação da Igreja na luta contra a AIDS
Para fortalecer a mensagem, um jovem universitário, natural do Benin, fala sobre o problema da sida em África e afirma que “toda a gente se considera no direito de opinar”, mas que “a Igreja Católica é a única instituição que está presente em todas as estruturas que lutam contra a AIDS”.
Um outro vídeo de resposta circula também na Internet, com um título mais direto e até um pouco agressivo “Bendita verdad que quitas la ignorancia del mundo”. Tal como o outro, também se assemelha ao da campanha, com a mesma música, mas é composto apenas por texto.
Apesar de nenhum dos vídeos estar assinado, não sendo uma resposta oficial por parte da Igreja, são uma perspetiva católica que tem a intenção de responder ao polémico vídeo do PSOE.
Veja o vídeo resposta, abaixo.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Autor compara Jesus a Harry Potter: “Jesus Potter, Harry Cristo”.
A autor Derek Murphy acaba de promover o lançamento de seu novo livro. Desde já ele está criando polêmica com “Jesus Potter, Harry Christ”, que tem como subtítulo “a fascinante história do Jesus literário”.
O livro, que estará disponível no final de dezembro, explora as semelhanças e as relações entre Jesus e Harry. Sua conclusão é que a única diferença entre Harry Potter e Jesus Cristo é que Jesus tem tradicionalmente sido considerado por seus seguidores um personagem histórico.
Segundo a editora, o livro “não é principalmente sobre Harry Potter, mas sobre a história religiosa, a mitologia astrológica, o simbolismo esotérico e a tradição literária de Jesus Cristo. O título apenas se refere ao argumento central deste livro: Jesus Cristo e Harry Potter têm muito em comum. O aspecto principal é o fato de que ambos são construções literárias, ou em outras palavras, personagens de ficção.
Derek Murphy, que estudou teologia na ilha de Malta e está agora na Ásia, fazendo doutorado em literatura comparada, afirma: “Eu sempre fui um grande fã de Harry Potter. Como eu estava fazendo minha pesquisa sobre religião e literatura esotérica, descobri tantos paralelismos entre Harry, Jesus e as fontes ainda mais antigas. Fiz a minha tese de mestrado sobre a influência mística tanto em Harry Potter quanto na literatura bíblica. O mais fascinante, especialmente à luz da controvérsia em torno dos livros de Harry Potter (que promoveriam a feitiçaria e o satanismo entre as crianças, etc), é que estas semelhanças vêm sobretudo de fontes pré-cristãs”.
O fato de no final da saga, que reúne 7 volumes, onde Harry acaba morrendo uma morte sacrifical e ressuscita para derrotar de uma vez por todas seu arqui-inimigo, Valdemort, contribui muito para as comparações e paralelos. Cerca de uma dúzia de outros livros sobre a relação entre Jesus e Harry Potter já foram publicados. A maioria é de autores cristãos ansiosos em ajudar a suavizar a tensão entre a popularidade de Harry e as comunidades conservadoras que desejam denunciá-lo como agente do mal. ”Jesus Potter, Harry Christ” porém, é um livro para mudar esse jogo, defendendo que as semelhanças entre Jesus e Harry não fazem Harry mais “santo” – apenas tornar Jesus mais obviamente fictício. ”A verdadeira questão que precisamos fazer não é se Harry Potter é uma ‘figura de Cristo’ (semelhante a um salvador histórico religioso), mas se Jesus Cristo é uma” figura de Potter “(um redentor, criado a partir de símbolos mitológicos e filosóficos), argumenta o livro.
Fonte: Gospelprimesegunda-feira, 6 de dezembro de 2010
INACEITÁVEL! Campanha espanhola relaciona camisinha à hóstia.

Divulgada em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha repete uma mesma foto de um sacerdote segurando primeiro uma hóstia e depois uma camisinha.
A iniciativa do setor jovem do partido socialista que governa o país foi lançada durante a semana internacional de luta contra a aids.
“Bendita camisinha que tira a Aids do mundo” é o título oficial da campanha.
BLASFÊMIA
Diversas associações religiosas consideraram a campanha “blasfema”. A propaganda vai de encontro às recomendações do Vaticano que não aprova o uso de camisinhas.
O vídeo diz que “a Igreja nos diz que os preservativos, em vez de combater a doença, ajudam a expandi-la”.
O anúncio cita que mais de 25 milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids até 2009.
A campanha confronta as orientações da Igreja colocando a pergunta, “são estes realmente os que dizem que nos amam? Que não te enganem”, prossegue o audio da peça.
Para Rafael Lozano, porta-voz do grupo católico Forum da Família, o objetivo “é aproveitar a ocasião para atacar toda a comunidade cristã”.
“Uma grande ofensa aos sentimentos religiosos de quem professa esta fé”, disse ele.O porta-voz das Juventudes Socialistas Juan Carlos Ruiz explicou no site do partido que “a Igreja Católica insiste em confundir os cidadãos” e “que a campanha pretende apenas reafirmar o compromisso com a luta contra a Aids”.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Hitchens x Tony Blair: “A religião é uma força para o bem ou para o mal?”

Durante debate na TV canadense, Tony Blair defendeu o papel da religião nas questões globais. Do lado oposto, destacando a influência maligna da religião, estava Christopher Hitchens. Mesmo lutando contra um câncer, ele aceitou participar da discussão.
O ex-primeiro ministro inglês Tony Blair (57) foi criado em uma família cristã. Afirma que tornou-se cristão praticante quando estudava na Universidade de Oxford. Sua conversão ao catolicismo ocorreu em 2007. Iniciou a Fundação de Fé Tony Blair em 2008.
Jornalista e escritor,
(61) é um dos mais famosos defensores do “Novo Ateísmo”. Recusou-se a participar nas orações quando estudava em um colégio cristão. Afirma que seu estilo de vida ”boêmio e barulhento” pode ter causado o câncer do esôfago
O tema debatido foi ”A religião é uma força positiva no mundo?”. Todos os 2.700 ingressos foram vendidos para a plateia que assistiu ao vivo no Roy Thomson Hall, de Toronto. O site Munk Debates transmitiu pela internet, no sistema pay-per-view, e vendeu todos os “ingressos”. O encontro será televisionado no início de dezembro.O jornal italiano La Repubblica transcreveu parte da discussão:
Hitchens – A religião oferece ao homem a salvação, com o pequeno preço de renunciar a todas as suas faculdades críticas. Podemos chamar de Deus quem explora a credulidade humana? Quem alimenta a fé por meio do nosso medo da morte? Quem nos condena à vergonha pelos atos sexuais? Quem aterroriza as crianças com as chamas do inferno? Quem considera as mulheres como uma espécie inferior? Quem quer nos fazer acreditar que o homem foi criado ao invés de ter evoluído? A religião leva pessoas inteligentes a fazer muitos tipos de estupidez.
Blair – Admito isto sem problemas: muito mal foi feito no mundo em nome da religião. Mas, em nome da religião, também foi feito o bem. Metade da ajuda que chega à África provém de organizações religiosas: cristãs, muçulmanas, judaicas. Hospitais, albergues, refeitórios para os pobres são administrados em todo o mundo por entidades religiosas. Por isso, digamos que a religião pode ser destrutiva, mas também estimula a atos de grande compaixão. E depois, qual é o conceito fundamental na base de toda religião, do cristianismo, judaísmo, islã, budismo e hinduísmo? É o amor pelo próximo, o altruísmo, a humildade.
Hitchens – O senhor é atualmente o mediador de paz no Oriente Médio. Pois bem, por que ainda não conseguiu fazer um acordo sobre o conceito que todos apontam como a solução do conflito israelense-palestino, dois Estados para dois povos? Cada uma das partes cita em seu próprio favor as promessas divinas e, com base nessas promessas, mata as crianças do outro lado. Será que essa também é uma força que age pelo bem no mundo?
Blair – Posso assegurar que, infelizmente, não só a religião é um obstáculo para a paz entre israelenses e palestinos. Tentemos imaginar um mundo sem religião: de acordo, todos os fanatismos religiosos desapareceriam. Mas vocês acreditam, talvez, que dessa forma o fanatismo desapareceria? As duas maiores tragédias do século XX, fascismo e comunismo, vieram de movimentos que negavam a religião.
Hitchens – Certamente, o fanatismo não desapareceria com a religião. Mas esperemos que algum fanático religioso coloque suas mãos em uma arma nuclear, como logo acontecerá no Irã, e depois veremos quais danos a união fanatismo-religião pode fazer.
Blair – Repito, sei muito bem que a religião pode ser usada para ações terríveis. Mas peço-lhe para que não julgue a religião com base em quem faz uso perverso dela, assim como não se deveria julgar a política por meio dos maus políticos, ou o jornalismo por meio dos maus jornalistas. O mundo seria espiritualmente vazio sem a religião.
Hitchens – Mas por quê? Quem disse? Sócrates e os filósofos gregos nos deram uma moral com a qual podemos preencher o nosso espírito, sem necessidade de recorrer à religião, que, além disso, copiou justamente dos filósofos gregos muitos de seus preceitos morais. É um insulto à inteligência sustentar que o homem não saberia distinguir entre bem e mal sem a religião.
Blair – Para você, o humanismo é uma base moral de retidão suficiente. Mas para certas pessoas não basta. Para a maior parte da humanidade, a religião é um impulso fundamental para agir em favor do bem.
Hitchens – Não me incomoda nem um pouco que os crentes sinceros ajam pelo bem. Estaria até disposto a aceitar a religião, se se limitassem a isso. O que não suporto é tudo aquilo que é construído ao redor: a existência de um ser sobrenatural, os milagres, o paraíso, o inferno. Enfim, estamos no século XXI, sabemos o que a ciência diz!
Blair – Mas nas religião há espaço para interpretações diversas. Não interessam o inferno e o paraíso às tradições que acompanham as manifestações e os ritos da fé. Importa a essência daquilo que dizem as sagradas escrituras. Importa a essência da mensagem de um homem chamado Jesus.
Hitchens – Não me desagrada nem a mensagem dos Médicos Sem Fronteiras.
Blair – No entanto, penso que um confronto como este é positivo, tanto para os crentes como para quem não crê.

