Tradutor / Translator

terça-feira, 12 de março de 2013

Fotos da Celebração Pro Eligendo Romano Pontífice

Por Felipe Viana 

     O Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, 12, na Basílica Vaticana, a missa Pro Eligendo Pontifice – “para a eleição do Romano Pontífice”.

     A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Logo no início de sua homilia, Cardeal Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar ao Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.












































Fonte: Getty imagens e Cn Noticias especial 

Homilia do Card. Angelo Sodano na missa Pro Eligendo Romano Pontífice

Por Felipe Viana 

     Concelebrantes queridos, Distintas Autoridades, irmãos e irmãs no Senhor!

     "Vou cantar as misericórdias do Senhor para sempre" é a canção que mais uma vez foi ouvida no túmulo do Apóstolo Pedro nesta hora na história da Santa Igreja de Cristo. Estas são as palavras do Salmo 88, que floresceu em nossos lábios para a adoração e ação de graças e pedir ao Pai Celestial. "Domínios Misericórdias em aeternum cantabo" é o belo texto latino, que nos apresentou a contemplação do que sempre assiste amorosamente sobre a sua Igreja, apoiando-o em seu caminho através dos séculos e animando com seu Espírito Santo.

     Ainda hoje queremos proporcionar-nos com esta atitude interior com Cristo ao Pai no céu para agradecer o carinho que sempre reservados sua santa Igreja e em particular o luminoso pontificado ele nos deu com a vida e as obras de 265 º Sucessor de Pedro, o amado e venerado Pontífice Bento XVI, que, neste momento, renovamos nossa gratidão.

     Ao mesmo tempo, hoje, vamos implorar do Senhor por meio do cuidado pastoral dos Cardeais querem logo dar outro Bom Pastor à Sua Igreja Santo. É claro que, nos apoia nesta fé horas na promessa de Cristo sobre o caráter infalível de sua Igreja. De fato, Jesus disse a Pedro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16:18).

     Meus irmãos, a leitura da Palavra de Deus que acabamos de ouvir pode nos ajudar a compreender melhor a missão que Cristo confiou a Pedro e seus sucessores.

1. A mensagem de amor

     O primeiro lê-lo mais uma vez uma famosa profecia messiânica da segunda parte do livro de Isaías, a parte que é chamado de o "Livro da Consolação" (Isaías 40-66). É uma profecia dirigida ao povo de Israel para o exílio na Babilônia. Para ele proclama que Deus envie um Messias, cheio de misericórdia, um Messias que vai dizer: "O espírito do Senhor Deus está sobre mim ... enviou-me a levar boas novas aos pobres, a curar os quebrantados de coração, para proclamar a libertação aos cativos e libertar os prisioneiros, para anunciar um ano de graça do Senhor "(Isaías 61:1-3).

     O cumprimento desta profecia se realiza plenamente em Jesus veio ao mundo para fazer o amor do Pai para os homens. É um amor que se faz particularmente notado em contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todo o raquitismo, tanto física como moral. Ele observa a este respeito a famosa encíclica do Papa João Paulo II, "Dives in misericórdia dar", que acrescentou: "A maneira em que o amor se manifesta na linguagem bíblica é justamente chamado 'misericórdia'" (ibid., n 3.).

     Esta missão de misericórdia foi confiada por Cristo aos pastores de sua Igreja. É uma missão que envolve cada sacerdote e bispo, mas ainda mais cometeu o Bispo de Roma, Pastor da Igreja universal. Pedro, de fato, Jesus disse: "Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? ... Apascenta as minhas ovelhas" (João 21:15). O comentário bem conhecida de St. Agostinho estas palavras de Jesus: "O amor é, portanto, a tarefa de alimentar o rebanho do Senhor", "sit amoris officium alimentação dominicum gregem" (Evangelium Em Iohannis, 123, 5, PL 35, 1967).

     Na verdade, é isso que impulsiona os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço ao povo de todas as idades, desde o serviço mais imediato de caridade para o mais alto serviço, para oferecer aos homens a luz do Evangelho e do poder da graça.

     Então, ele indicou Bento XVI em sua mensagem para a Quaresma deste ano (ver n. 3). Lemos nesta mensagem: "Às vezes, há uma tendência, na verdade, para limitar a solidariedade 'caridade' o termo ou a ajuda humanitária simples É importante, entretanto, lembrar que o amor é a maior obra da evangelização, ou seja, '. . serviço da Palavra "Não há ação mais benéfica, tão caridosa para com os outros que quebram o pão da Palavra de Deus, fazê-lo compartilhar as Boas Novas do Evangelho, introduzi-lo em um relacionamento com Deus: a evangelização é o mais alto . ea promoção integral da pessoa humana, escreve o Servo de Deus Papa Paulo VI na Populorum Progressio: o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (ver n 16.) ".

2. A mensagem de unidade

     A segunda leitura da Carta aos Efésios, escrito pelo apóstolo Paulo na cidade de Roma durante sua primeira prisão (AD 62-63 anos).

     É uma carta na qual Paulo apresenta o sublime mistério de Cristo e da Igreja. Enquanto a primeira parte é mais doutrinário (cap. 1-3), o segundo, onde você digita o texto que ouvimos, é o tom mais pastoral (cap. 4-6). Nesta parte do Paulo ensina as consequências práticas da doutrina apresentado primeiro e começa com um forte apelo para a unidade da Igreja: "Eu, portanto, o prisioneiro no Senhor, para levar uma vida digna da vocação que receberam, com toda a humildade e mansidão, com paciência, suportando uns aos outros no amor, solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4:1-3).

     S. Paulo, então, explica que a unidade da Igreja, há diversidade de dons, de acordo com a multiforme graça de Cristo, mas essa diferença é uma função da construção do corpo de Cristo: "É ele quem deu uns para apóstolos, e outros profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, para equipar os santos para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo "(cf. 4:11-12).
  
     É para a unidade de seu Corpo Místico de Cristo, que, em seguida, enviou o seu Espírito Santo e, ao mesmo tempo estabeleceu seus apóstolos, incluindo arquibancadas Pedro como fundamento visível da Igreja.

     No nosso texto de São Paulo ensina-nos que devemos trabalhar todos juntos para construir a unidade da Igreja, como é necessário para alcançá-lo ", realizada em conjunto por todos os ligamentos de suporte, com o bom funcionamento de cada membro" (Ef 4:16). Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, o fundamento visível da unidade da Igreja.

3. A missão do Papa

     Irmãos e irmãs no Senhor, o Evangelho de hoje nos dá a Última Ceia, quando o Senhor disse aos seus apóstolos: "Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15, 12). O texto é, portanto, também ligada à primeira leitura do profeta Isaías sobre a ação do Messias, para nos lembrar que a atitude básica dos Pastores da Igreja é o amor. É o amor que nos leva a dar a vida pelos nossos irmãos. Diz-nos, de fato, Jesus: "Ninguém tem maior amor do que dar a vida por seus amigos" (Jo 15:12).

     A atitude fundamental de todo bom pastor é, portanto, dá a sua vida pelas suas ovelhas (cf. Jo 10:15). Isto é especialmente verdadeiro para com o Sucessor de Pedro, o Pastor da Igreja universal. Porque a maior e mais universal é o ofício pastoral, maior deve ser o amor do Pastor. Este é o coração de todo o Sucessor de Pedro, eu sempre ecoou as palavras do Divino Mestre dirigiu um dia humilde pescador da Galileia ", além de sua Diligis mim? Pasce Agnos meos alimenta ... Oves medição", "Você me ama mais do que estes? Apascenta os meus cordeiros ... Apascenta as minhas ovelhas! " (Cf. Jo 21,15-17).

     Na esteira desse serviço de amor para a Igreja e para toda a humanidade, os Papas recente ter sido o choque de muitas instituições de caridade também para as pessoas e para a comunidade internacional, incansavelmente promover a justiça ea paz. Oramos para que o futuro Papa continuará quest'incessante opera a nível mundial.

     Além disso, este serviço da caridade faz parte da natureza íntima da Igreja. O recordou o Papa Bento XVI dizendo: "mesmo o serviço da caridade é uma dimensão essencial da missão da Igreja e é expressão irrenunciável da sua própria essência" (Carta Apostólica Motu Proprio natureza Roupa Ecclesiae, 11 de novembro de 2012, prefácio cf. Carta Encíclica Deus Caritas Est, n. 25).

     É uma missão de caridade que é próprio da Igreja e, em particular, é própria da Igreja de Roma, que, segundo a bela expressão de São Inácio de Antioquia, é a Igreja que "preside à caridade", "praesidet caritati" (cf. Ad Romanos, Praef, Lumen gentium, 13..).

     Meus irmãos, vamos orar para que o Senhor nos conceda um Papa que joga com um coração generoso esta nobre missão. Pedimos a intercessão de Maria Santíssima Rainha, dos Apóstolos, e todos os mártires e santos, que ao longo dos séculos fizeram esta gloriosa Igreja de Roma. Amém!

Fonte: Boletim diário da Santa Sé 

Conclave A.D 2013

Por Felipe Viana 


Conclave terá início no dia 12 de março

Por Felipe Viana 



     A oitava Congregação Geral do Colégio dos Cardeais, encerrada no final da tarde desta sexta-feira, decidiu que o Conclave para a eleição do novo Pontífice terá início na prèoxima terça-feira, 12 de março de 2013.

     Pela manhã, na Basílica de São Pedro, será celebrada a Missa ‘pro eligendo Pontifice’ e na parte da tarde a entrada dos Cardeais no Conclave.

Fonte: Santa Igreja / Rádio Vaticano

quarta-feira, 6 de março de 2013

Quarta congregação geral do colégio de cardeais

Por Felipe Viana 


RealAudioMP3 
      Pela quarta vez neste período de Sé Vacante, 153 membros do Colégio dos Cardeais (113 dos quais eleitores) reuniram-se nesta quarta-feira de manhã, às 9.30h, prosseguindo com diversas intervenções livres, 18 ao todo, sobre a situação da Igreja e do mundo a ter em conta na eleição do novo Papa, no Conclave. Falou-se nomeadamente de: Igreja no mundo de hoje e exigência da nova evangelização; relação entre Cúria Romana e os Bispos do mundo; perfil do futuro Papa, face às expectativas existentes. Foi decidido que amanhã haverá duas congregações gerais, uma de manhã e outra de tarde. Ainda desta vez não ficou marcada a data para o início do Conclave.

     Dos Cardeais eleitores que ainda faltavam, três deles participaram hoje pela primeira vez na congregação geral, tendo acabado de chegar a Roma. Eram eles o patriarca Naguib, egípcio; o alemão Lehmann, de Mainz; John Tong, de Hong Kong. Os únicos cardeais eleitores ainda ausentes são, neste momento, o cardeal Nicz, polaco, arcebispo de Varsóvia, cuja chegada está prevista para esta tarde; e o cardeal Pham Minh-Man, do Vietname, que deverá chegar amanhã, quinta-feira.

     Entretanto, segundo quanto ficara decidido ontem, os Cardeais promovem esta tarde, às 17 horas, na basílica de São Pedro, junto ao altar da Cátedra, um momento de oração pela Igreja. A celebração terá início com o Terço do Rosário (mistérios gloriosos), em latim e italiano. Seguirá a exposição solene do Santíssimo Sacramento, com um tempo de adoração; finalmente, a recitação de Vésperas (presididas pelo cardeal Angelo Comastri, arcipreste da Basílica), concluindo com a bênção do Santíssimo.


Fonte: Boletim diário da Santa Sé e Radio Vaticano 

Cardeal Sean O'Malley: um digno filho de São Francisco!

Felipe Viana 


     O Cardeal O’Malley de Boston ou, como ele prefere, Cardeal Seán, bem que poderia ser nosso próximo papa. Não, ele não é meu candidato. Como escrevi anteriormente, não revelarei o nome do meu predileto.
 
      Tenho, entretanto, pelo Cardeal Seán uma admiração que vem de longe. Pela sua trajetória episcopal marcada pelo zelo missionário e restaurador. Devolveu à Igreja em Boston – entre as mais gloriosas na história do catolicismo americano – a credibilidade que perdera. Não sem razão. É uma homem piedoso, santo, simples – um genuíno filho de São Francisco.
 
     Escrevi-lhe recentemente que rezo por ele. Rezo porque sei que ele tem mais chances de que meu candidato. Rezo para que, uma vez eleito, olhe pelo Brasil como João Paulo II e Bento XVI olharam pelos EUA. A Igreja nos EUA já é outra em relação a dos anos 80 e 90, outros são os bispos. Mais fiéis (creiam-me, os números que apontam para um declínio são enganadores), mais conversos, mais seminaristas, mais sacerdotes. Não voltaram aos números estratosféricos dos anos anteriores ao Vaticano II, mas chegarão lá.
 
     O Cardeal Seán tem 68 anos. Nasceu em 29 de junho de 1944, dia de São Pedro (hehehe, Petrus Romanus). Oriundo de Lakewood, estado de Ohio, foi batizado como Patrick, em homenagem a São Patrício. Ingressando na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos tomou o nome de Seán, em honra de São João Batista.
 
   Na ordem franciscana fez os estudos seminarísticos e foi ordenado em 29 de agosto de 1970, dia do martírio do Precursor. Na Universidade Católica da America tornou-se mestre em Educação Religiosa e doutor em literaturas espanhola e portuguesa. O cardeal fala português fluentemente.
 
  Seu ministério sacerdotal é marcado pela dedicação às comunidades espanholas e portuguesas nos EUA, tendo sido diretor do Centro Católico Hispano da arquidiocese de Washington.
 
    Foi nomeado bispo coadjutor de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens, pelo Papa João Paulo II em 1984. Em 1992 foi transferido para a Sé de Fall River, onde teve de enfrentar sério problemas de abuso sexual por parte de clérigos. Foi transferido em setembro de 2002 para Palm Beach, em razão de sua notória capacidade de enfrentar casos de abuso sexual. Pelo mesmo motivo foi promovido a Arcebispo de Boston em julho de 2003, de todas a mais afetada pelos escândalos.
 
    Desde então se notabilizou pela seriedade, sensibilidade, coragem e proximidade com os fiéis, sobretudo os mais vulneráveis.
 
   Foi criado cardeal pelo Papa Bento XVI em 24 de março de 2006. O papa atribuiu-lhe a Igreja titular de Nossa Senhora da Vitória. Título providencial mais do que merecido pelo filho de São Francisco, devoto da Imaculada, e que obteve extraordinária vitória sobre os que – de dentro e de fora – feriam a Igreja nos Estados Unidos.
 
  A desfavor dos Cardeal Seán pesa a nacionalidade. O antiamericanismo é um dos poucos preconceitos tolerados hodiernamente – ao lado do anticatolicismo. Espero que os cardeais não se deixem conduzir por uma categoria de pensamento tão antievangélica e elejam, ou meu predileto, ou o Cardeal Seán, a despeito de seu lugar de nascimento.
 
Fonte: Oblatvs

Explode o caso Vatileaks. Os cardeais querem saber.

Por Felipe Viana



    IHU – Vatileaks entra no conclave. No primeiro dia de discussões a portas fechadas e celulares mudos, os 144 cardeais reunidos para falar sobre o futuro da Igreja ouviram pelo menos três vezes, na aula do Sínodo, o pedido de conhecer o relatório reservado sobre a fuga de documentos e os venenos curiais.
 
     A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada pelo jornal La Stampa, 05-03-2013. A tradução é do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.
  Na manhã de ontem foram três cardeais que manifestaram o desejo de saber o que consta no “Relatio” preparado pela comissão dos cardeais que fizeram a investigação. O conteúdo do relatório, até o momento, é secreto.
 
    O pedido foi feito pelo cardeal alemão Walter Kasper que é da ala dos velhos curiais mais críticos da gestão da Secretaria de Estado dos últimos anos. O mesmo pedido foi feito pelo austríaco Cristoph Schönborn, arcebispo de Viena, que, em 2010, criticou publicamente o ex-Secretário de Estado, Angelo Sodano, por conta da gestão, nos anos do pontificado de João Paulo II, dos casos de abusos sexuais. Igualmente o húngaro Peter Erdö, arcebispo de Budapest, fez o mesmo pedido.
 
     Não por acaso também os cardeais de Washington e de Chicago, Donald Wuerl e Francis George, afirmaram, depois da primeira congregação geral, que o caso Vatileaks precisa ser discutido e “que algumas questões serão feitas aos cardeais envolvidos na investigação”.
 
   Sabe-se que Bento XVI não quis divulgar o relatório mas permitiu que os três cardeais que investigaram o caso – Herranz, Jozef Tomko e Salvatore De Giorgi – forneçam informações de caráter geral.
 
  Também questões ligadas ao funcionamento da Cúria foram levantadas. Um tema central, sobretudo para os cardeais americanos, é a luta contra a pedofilia clerical e a continuação da obra de limpeza iniciada por Ratzinger. “É uma grave ferida no corpo da Igreja – dizem – e o novo Papa precisa afrontá-la”.
 
    Outros cardeais fizeram intervenções pontuais e concretas sobre os procedimentos do conclave. “A impressão é que não será um trabalho breve”, sussurra um dos presentes ao sair da reunião.
 
    Não há pressa. O colégio cardinalício quer ter o tempo necessário para conversar entre eles, para se encontrarem, para trocar opiniões. Um procedimento que pode desarticular tentativas de acordo e de candidaturas pré-constituídas.
 
  Mas seria um erro considerar que os escândalos e Vatileaks tenham sido o tema principal do primeiro dia de trabalho: a preocupação da maioria dos presentes é encontrar um novo Papa que saiba falar ao mundo, anunciar o Evangelho de maneira positiva. “Precisamos de um Papa como São Francisco – diz um cardeal influente no final dos trabalhos de ontem. Um homem que saiba sorrir como João Paulo I, que possa mostrar o rosto da misericórdia de Deus. E que saiba reforma a Cúria para torná-la mais credível e transparente”.

Fonte: Santa Igreja

segunda-feira, 4 de março de 2013

Colégio dos Cardeais se reúne para a 1ª Congregação Geral

Por Felipe Viana 


     Os cardeais que se encontram em Roma já estão reunidos para a 1ª Congregação Geral, nesta segunda-feira, 4, na Sala do Sínodo dos Bispos, no Vaticano. Trata-se do primeiro encontro oficial do Colégio Cardinalício que pode, desde já, tratar de assuntos importantes, refletir sobre os desafios enfrentados pela Igreja Católica no mundo, o perfil do novo Papa, entre outros.
    Os cardeais começaram a chegar por volta das 9h (horário de Roma – 5h no Brasil), para a primeira reunião, que teve início às 9h30. Na parte da tarde, por voltas das 17h (horário local), está prevista uma segunda congregação que continuará fazendo as devidas reflexões.


     
     
     Segundo a Constituição Universi Dominici Gregis, redigida por João Paulo II e que trata da vacância da Sé Apostólica e da eleição do Sumo Pontífice, estas congregações devem acontecer, diariamente, desde o dia que foram estabelecidas pelo Camerlengo. Elas ouvem o parecer do Colégio Cardinalício, transmite as informações necessárias e permite que cada cardeal exprima sua opinião sobre assuntos pertinetes à Igreja, além de definir a data do Conclave.
    Nas reuniões oficiais que antecedem o Conclave, também os cardeais não votantes, ou seja, os que possuem mais de 80 anos, podem participar e fazer suas intervenções. Segundo a mesma Constituição, os cardeais também devem prestar juramento de segredo.
     Ainda não se sabe o número exato de cardeais que chegaram a Roma para os trabalhos das congregações preparatórias, no entanto, é necessário que todos os votantes estejam presentes para que o Conclave seja iniciado.



Fontes: Boletim diário da Santa Sé, Especial Conclave, Santa Igreja
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...